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Tudo sobre biópsia do colo do útero


Médica segurando aparelhos para realizar biópsia do colo do útero
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

20 novembro, 2025 |

| 7 min. de leitura

A biópsia do colo do útero é um exame essencial para investigar alterações cervicais e garantir diagnósticos mais precisos na saúde ginecológica

A saúde ginecológica depende de exames preventivos regulares, capazes de identificar alterações precocemente e evitar complicações graves. Entre esses exames, a biópsia do colo do útero é um dos mais importantes para complementar resultados suspeitos de exames de rotina, como o Papanicolau ou a colposcopia. Trata-se de um procedimento diagnóstico realizado por ginecologistas especializados em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, que possibilita a análise detalhada de pequenas amostras de tecido do colo uterino.

Ao contrário do que muitas mulheres imaginam, o exame é rápido, seguro e fornece informações cruciais para a definição de condutas médicas adequadas.

O que é a biópsia do colo do útero?

A biópsia do colo do útero consiste na retirada de pequenas amostras de tecido dessa região para análise laboratorial. É indicada quando exames preventivos apontam alterações celulares suspeitas que precisam ser confirmadas.

Para que serve a biópsia do colo do útero?

A biópsia do colo do útero tem como principal objetivo investigar alterações celulares que podem indicar infecções persistentes pelo HPV, lesões pré-cancerígenas ou até mesmo câncer do colo do útero em estágio inicial.

O que a biópsia do colo do útero detecta?

Esse exame é capaz de identificar:

  • Alterações celulares causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV);
  • Confirmar ou descartar a presença de lesões pré-cancerosas;
  • Presença de células suspeitas de malignidade;
  • Inflamações crônicas ou outras doenças ginecológicas que afetam o colo do útero.

Assim, a biópsia é uma etapa essencial para confirmar diagnósticos, orientar o tratamento e definir a necessidade de acompanhamento contínuo.

Em que casos a biópsia do colo do útero é indicada?

A biópsia geralmente é solicitada após resultados anormais em exames preventivos. As principais indicações incluem:

  • Alterações detectadas no Papanicolau;
  • Lesões observadas durante colposcopia;
  • Diagnóstico ou suspeita de HPV persistente;
  • Identificação de lesões cervicais recorrentes;
  • Investigação de sangramentos vaginais sem causa aparente.

Essas situações exigem uma avaliação detalhada para excluir ou confirmar alterações mais significativas.

Quais os tipos de biópsia do colo uterino?

A biópsia do colo uterino pode ser realizada de diferentes formas, dependendo da área que precisa ser investigada:

  • Biópsia dirigida: realizada durante a colposcopia, quando o médico coleta amostras de regiões específicas que apresentam alterações;
  • Biópsia por curetagem endocervical: coleta células da parte interna do colo do útero, útil quando as alterações não são visíveis externamente;
  • Conização por Cirurgia de alta frequência: também chamada de Exerese de Zona de transformação anormal, consiste na retirada de uma parte maior do colo do útero em formato cônico, indicada quando há suspeita de lesões mais graves no canal endocervical.

Cada tipo tem uma finalidade específica, e a escolha depende do caso clínico e da recomendação do ginecologista.

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Como se preparar para esse procedimento?

A preparação para a biópsia do colo do útero é simples, mas exige alguns cuidados:

  • Evitar relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame;
  • Não usar duchas vaginais, cremes ou medicamentos intravaginais antes do procedimento;
  • Informar o médico sobre o uso de medicamentos anticoagulantes ou histórico de alergias;
  • Realizar o exame fora do período menstrual, para melhor avaliação das amostras.

Esses cuidados ajudam a garantir a qualidade da amostra e reduzem o risco de desconforto.

Como a biópsia do colo do útero é realizada?

A biópsia é um procedimento rápido, geralmente realizado no consultório médico junto ao exame de colposcopia. Durante o exame, a paciente é posicionada em uma cadeira ginecológica e o médico utiliza um espéculo para visualizar o colo do útero, aplica 2 líquidos para visualizar as lesões: ácido acético e lugol e visualiza o colo com um aparelho chamado colposcópio. Com pinças delicadas, retira-se uma pequena amostra de tecido que será enviada para análise laboratorial. O procedimento dura poucos minutos e o desconforto costuma ser leve, semelhante a uma cólica menstrual.

A biópsia do colo do útero precisa de anestesia?

Um dos maiores medos é a dor. Por isso, é importante saber que o desconforto é geralmente leve e breve, semelhante a uma cólica menstrual e por isso não é utilizado anestesia local para esse procedimento, pois a injeção da anestesia no colo do útero requer uma picada com uma agulha fina, o que pode causar uma sensação de dor igual ou até maior do que a retirada do pequeno fragmento de tecido. Portanto, do ponto de vista do conforto da paciente, evitar a picada da agulha é muitas vezes mais benéfico. Além disso, a infiltração de anestésico local no colo do útero causa um edema (inchaço) imediato na região e esse edema pode:

  • Distorcer a aparência das lesões que precisam ser biopsiadas.
  • Dificultar a identificação precisa da área exata a ser coletada.
  • Comprometer a qualidade da amostra enviada para análise.

O que eu vou sentir pós-biópsia do colo do útero?

Após a realização da biópsia, é comum sentir um leve desconforto abdominal, semelhante a cólicas menstruais. Também pode haver pequeno sangramento vaginal por três dias.

Esses sintomas são considerados normais e tendem a desaparecer em pouco tempo. Em caso de sangramento intenso, febre ou dor forte, é importante procurar o médico responsável.

Como é a recuperação pós-biópsia do colo uterino?

A recuperação costuma ser rápida. A maioria das mulheres retoma as atividades do dia a dia no mesmo dia ou no seguinte. Contudo, recomenda-se:

  • Evitar relações sexuais por 3 a 4 dias, ou conforme orientação médica;
  • Não usar absorventes internos até a cicatrização;
  • Evitar esforço físico intenso nas primeiras 24 horas.

Essas medidas ajudam a reduzir riscos de complicações e facilitam a cicatrização do colo uterino.

Qualquer sinal fora do comum, como febre ou sangramento abundante, é recomendado procurar a emergência ginecológica, porém é raro acontecer.

Possíveis resultados da biópsia

O laudo da biópsia pode trazer diferentes achados, que vão desde alterações benignas até a presença de lesões precursoras do câncer. Entre os resultados possíveis estão:

  • Alterações benignas ou inflamatórias;
  • Infecção persistente pelo HPV;
  • Lesões intraepiteliais de baixo ou alto grau (NIC 1, 2 ou 3);
  • Presença de câncer do colo do útero.

O resultado deve sempre ser interpretado pelo ginecologista com título de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, que definirá os próximos passos, seja acompanhamento, tratamento clínico ou intervenção cirúrgica.

Como prevenir alterações no colo do útero?

A prevenção é essencial para reduzir os riscos de alterações cervicais. Algumas medidas importantes são:

  • Realizar exames preventivos regularmente, como papanicolau (preventivo) e pesquisa de HPV, conforme orientação médica;
  • Vacinar-se contra o HPV;
  • Usar preservativo nas relações sexuais para reduzir o risco de infecções;
  • Manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e não fumar.

Essas ações simples contribuem para a saúde ginecológica e reduzem o risco de câncer do colo uterino.

Qual médica realiza a biópsia do colo do útero?

A biópsia do colo do útero deve ser realizada por uma ginecologista com título de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia. Você encontra a relação de todos os ginecologistas titulados no site da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia.

A Dra. Maria Emília Ferreira De Barba possui o título além de ampla experiência e conhecimento na área, atuando no diagnóstico e tratamento de lesões relacionadas ao HPV, alterações no colo do útero e outras condições ginecológicas.

Um diagnóstico precoce é a chave para uma solução simples e tranquila. Agende sua consulta com a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba e tenha um acompanhamento especializado em saúde ginecológica.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo;

Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul – Sogirgs;

Instituto Nacional de Câncer – INCA.

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