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HPV e câncer de colo do útero: qual a relação?


Pessoa segurando modelo anatômico de útero
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

16 janeiro, 2026 |

| 6 min. de leitura

Entender a ligação entre HPV e câncer de colo do útero é essencial para prevenção, rastreamento e tratamento eficazes

A infecção por papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível mais prevalente no mundo, mas seu impacto vai além do simples contato. Quando persistente e associada a determinados tipos virais de alto risco, essa infecção pode evoluir para lesões no colo do útero que, se não identificadas ou tratadas, podem progredir até o câncer. A expressão “HPV e câncer de colo do útero” representa essa trajetória biológica e clínica que deve ser conhecida por toda mulher.

Qual a relação entre o HPV e o câncer de colo do útero?

A relação entre HPV e câncer de colo do útero é bem estabelecida: praticamente todos os casos de câncer cervical decorrem da infecção por HPV de alto risco.

Por exemplo, dados do Brasil apontam que o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero. Os tipos HPV-16 e HPV-18, em particular, respondem por cerca de 70% dos casos desse tumor.

Assim, ao pensar em “HPV e câncer de colo do útero”, é importante compreender que a infecção viral é um fator essencial — embora não o único — para o desenvolvimento da doença.

Como o HPV pode causar câncer no colo do útero?

O HPV de alto risco infecta as células do epitélio do colo do útero, especialmente na chamada zona de transformação, região onde ocorrem as principais alterações celulares.

Quando a infecção persiste, o vírus passa a interferir no controle normal das células por meio das proteínas virais E6 e E7, que inativam mecanismos naturais de proteção contra o câncer (como as proteínas p53 e Rb). Essa progressão silenciosa pode levar anos sem sintomas.

Com o tempo, essas alterações podem evoluir para:

  • Lesões precursoras (Neoplasia Intraepitelial Cervical – NIC)
  • Câncer de colo do útero invasivo, se não houver diagnóstico e tratamento

Fatores que podem aumentar a probabilidade do HPV causar lesões no colo do útero

Tabagismo

O tabagismo (tanto ativo quanto passivo) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero.

Obesidade

A obesidade é um fator de risco para lesão de colo de útero por comprometer a imunidade .

Outras infecções sexualmente transmissíveis

Clamídia, gonorreia, herpes, tricomoníase, sífilis.

Stress, ansiedade e depressão

O stress e outros distúrbios psiquiátricos prejudicam a imunidade e interferem na persistência do vírus.

Privação de sono

Tanto a quantidade quanto a qualidade do sono interferem na imunidade.

Condições de saúde que diminuem a imunidade

Diabetes, infecção pelo HIV, uso de imunossupressores, uso de corticoides, pacientes transplantadas ou em quimioterapia.

Contraceptivos combinados

Apesar de não ser uma contraindicação formal, o uso de contraceptivos com estrogênio se mostrou um fator de risco para o câncer de colo de útero.

Qual a principal causa do câncer de colo de útero?

Quando falamos de “HPV e câncer de colo do útero”, a principal causa desse câncer é a infecção persistente por HPV de alto risco. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa que a infecção persistente por HPV está presente em 99% dos casos de câncer cervical. No entanto, a simples presença do vírus não é suficiente para que o câncer apareça — é necessário que a infecção persista e que existam cofatores como os citados acima que favoreçam a progressão.

Como identificar alterações causadas pelo HPV?

Detectar cedo as alterações é fundamental para interromper a progressão de “HPV e câncer de colo do útero”.

Como fica o colo do útero de quem tem HPV?

Na maioria das vezes, o HPV não causa sintomas visíveis. O colo do útero pode parecer normal ao exame ginecológico simples.

As alterações costumam ser detectadas por meio de:

  • Exame de Papanicolau;
  • Teste de DNA-HPV;
  • Colposcopia, com identificação de áreas suspeitas após aplicação de ácido acético e lugol;
  • Biópsia, quando indicada.

Por isso, mesmo mulheres sem sintomas devem manter exames de rastreamento em dia.

HPV sempre causa câncer de colo do útero?

Não. Apesar de o HPV ser muito comum, a maioria das infecções é transitória e desaparece espontaneamente em até dois anos.

O câncer só se desenvolve quando há:

  • Persistência do HPV de alto risco;
  • Ausência de diagnóstico precoce;
  • Presença de fatores de risco associados.

Portanto, HPV não é sinônimo de câncer, mas exige acompanhamento médico.

Quando o HPV é considerado câncer?

O HPV por si só não é câncer. O câncer se desenvolve quando a infecção persistente provoca alterações celulares progressivas até que as células se tornem invasivas. Uma vez invasiva, a lesão é considerada câncer de colo do útero, e requer tratamento oncológico. Antes disso, existem lesões precursoras, que podem ser tratadas com sucesso quando diagnosticadas precocemente.

Dessa forma, a presença de HPV de alto risco e lesões precursoras é o sinal de alerta para a transição de “HPV e câncer de colo do útero” — e não a infecção isolada.

Tratamento do câncer de colo do útero relacionado ao HPV

O tratamento depende do estágio da doença:

  • Lesões precursoras: acompanhamento, vaporização com laser de co2 com micromanipulador, cirurgia de alta frequência também chamada de exérese de zona de transformação anormal;
  • Câncer invasivo: cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.

A estratégia mais eficaz contra HPV e câncer de colo do útero continua sendo a prevenção, rastreamento regular e tratamento das lesões precursoras de câncer.

No acompanhamento realizado pela Dra. Maria Emília F. de Barba, as pacientes contam com:

  • Rastreamento completo;
  • Colposcopia especializada;
  • Biópsia quando indicada;
  • Orientação personalizada baseada em risco;
  • Prescrição de vacina contra HPV que já pode ser realizada durante a consulta.

Como prevenir o HPV e câncer de colo do útero?

Prevenir “HPV e câncer de colo do útero” passa por duas frentes principais: vacinação e rastreamento.

A vacina contra HPV previne o câncer de colo do útero?

Sim. A vacinação contra HPV — especialmente quando realizada antes do início da vida sexual  — reduz significativamente o risco de câncer cervical. Estima-se que a vacina nonavalente protege  contra cerca de 90% dos casos de câncer de colo do útero associados aos tipos HPV-16,  HPV-18, 31, 33, 45, 52 e 58.

Quem já tem HPV pode se vacinar?

Sim. Mesmo quem já teve contato com o vírus pode se beneficiar da vacinação, ajudando a prevenir novas infecções e recidivas.

Outras medidas preventivas incluem:

  • Uso de preservativo;
  • Redução de fatores de risco;
  • Parar de fumar;
  • Manter exames ginecológicos regulares.

Quais são os tipos de HPV?

Existem mais de 200 tipos de HPV. Alguns são de baixo risco (como 6 e 11, associados a verrugas genitais), outros são de alto risco (como 16, 18) e associados ao câncer.

Quando procurar uma especialista em HPV?

Se você recebeu diagnóstico de HPV, apresentou alterações no Papanicolau ou deseja prevenir HPV e câncer de colo do útero, é fundamental procurar acompanhamento especializado.

A Dra. Maria Emília F. de Barba é ginecologista especialista em patologia do trato genital inferior e colposcopia, uroginecologia, endoscopia ginecológica e ginecologia regenerativa, com ampla experiência no diagnóstico precoce e manejo das doenças do colo do útero.

Com exames precisos, acompanhamento individualizado e foco em prevenção, é possível proteger sua saúde íntima com segurança e tranquilidade.

Agende sua consulta e cuide da sua saúde com quem é referência no assunto.

 

Fontes:

Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia

Faculdade de Medicina da UFMG

Gov

Secretaria de Saúde do Distrito Federal

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