Entender a ligação entre HPV e câncer de colo do útero é essencial para prevenção, rastreamento e tratamento eficazes
A infecção por papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível mais prevalente no mundo, mas seu impacto vai além do simples contato. Quando persistente e associada a determinados tipos virais de alto risco, essa infecção pode evoluir para lesões no colo do útero que, se não identificadas ou tratadas, podem progredir até o câncer. A expressão “HPV e câncer de colo do útero” representa essa trajetória biológica e clínica que deve ser conhecida por toda mulher.
Qual a relação entre o HPV e o câncer de colo do útero?
A relação entre HPV e câncer de colo do útero é bem estabelecida: praticamente todos os casos de câncer cervical decorrem da infecção por HPV de alto risco.
Por exemplo, dados do Brasil apontam que o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero. Os tipos HPV-16 e HPV-18, em particular, respondem por cerca de 70% dos casos desse tumor.
Assim, ao pensar em “HPV e câncer de colo do útero”, é importante compreender que a infecção viral é um fator essencial — embora não o único — para o desenvolvimento da doença.
Como o HPV pode causar câncer no colo do útero?
O HPV de alto risco infecta as células do epitélio do colo do útero, especialmente na chamada zona de transformação, região onde ocorrem as principais alterações celulares.
Quando a infecção persiste, o vírus passa a interferir no controle normal das células por meio das proteínas virais E6 e E7, que inativam mecanismos naturais de proteção contra o câncer (como as proteínas p53 e Rb). Essa progressão silenciosa pode levar anos sem sintomas.
Com o tempo, essas alterações podem evoluir para:
- Lesões precursoras (Neoplasia Intraepitelial Cervical – NIC)
- Câncer de colo do útero invasivo, se não houver diagnóstico e tratamento
Fatores que podem aumentar a probabilidade do HPV causar lesões no colo do útero
Tabagismo
O tabagismo (tanto ativo quanto passivo) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero.
Obesidade
A obesidade é um fator de risco para lesão de colo de útero por comprometer a imunidade .
Outras infecções sexualmente transmissíveis
Clamídia, gonorreia, herpes, tricomoníase, sífilis.
Stress, ansiedade e depressão
O stress e outros distúrbios psiquiátricos prejudicam a imunidade e interferem na persistência do vírus.
Privação de sono
Tanto a quantidade quanto a qualidade do sono interferem na imunidade.
Condições de saúde que diminuem a imunidade
Diabetes, infecção pelo HIV, uso de imunossupressores, uso de corticoides, pacientes transplantadas ou em quimioterapia.
Contraceptivos combinados
Apesar de não ser uma contraindicação formal, o uso de contraceptivos com estrogênio se mostrou um fator de risco para o câncer de colo de útero.
Qual a principal causa do câncer de colo de útero?
Quando falamos de “HPV e câncer de colo do útero”, a principal causa desse câncer é a infecção persistente por HPV de alto risco. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa que a infecção persistente por HPV está presente em 99% dos casos de câncer cervical. No entanto, a simples presença do vírus não é suficiente para que o câncer apareça — é necessário que a infecção persista e que existam cofatores como os citados acima que favoreçam a progressão.
Como identificar alterações causadas pelo HPV?
Detectar cedo as alterações é fundamental para interromper a progressão de “HPV e câncer de colo do útero”.
Como fica o colo do útero de quem tem HPV?
Na maioria das vezes, o HPV não causa sintomas visíveis. O colo do útero pode parecer normal ao exame ginecológico simples.
As alterações costumam ser detectadas por meio de:
- Exame de Papanicolau;
- Teste de DNA-HPV;
- Colposcopia, com identificação de áreas suspeitas após aplicação de ácido acético e lugol;
- Biópsia, quando indicada.
Por isso, mesmo mulheres sem sintomas devem manter exames de rastreamento em dia.
HPV sempre causa câncer de colo do útero?
Não. Apesar de o HPV ser muito comum, a maioria das infecções é transitória e desaparece espontaneamente em até dois anos.
O câncer só se desenvolve quando há:
- Persistência do HPV de alto risco;
- Ausência de diagnóstico precoce;
- Presença de fatores de risco associados.
Portanto, HPV não é sinônimo de câncer, mas exige acompanhamento médico.
Quando o HPV é considerado câncer?
O HPV por si só não é câncer. O câncer se desenvolve quando a infecção persistente provoca alterações celulares progressivas até que as células se tornem invasivas. Uma vez invasiva, a lesão é considerada câncer de colo do útero, e requer tratamento oncológico. Antes disso, existem lesões precursoras, que podem ser tratadas com sucesso quando diagnosticadas precocemente.
Dessa forma, a presença de HPV de alto risco e lesões precursoras é o sinal de alerta para a transição de “HPV e câncer de colo do útero” — e não a infecção isolada.
Tratamento do câncer de colo do útero relacionado ao HPV
O tratamento depende do estágio da doença:
- Lesões precursoras: acompanhamento, vaporização com laser de co2 com micromanipulador, cirurgia de alta frequência também chamada de exérese de zona de transformação anormal;
- Câncer invasivo: cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.
A estratégia mais eficaz contra HPV e câncer de colo do útero continua sendo a prevenção, rastreamento regular e tratamento das lesões precursoras de câncer.
No acompanhamento realizado pela Dra. Maria Emília F. de Barba, as pacientes contam com:
- Rastreamento completo;
- Colposcopia especializada;
- Biópsia quando indicada;
- Orientação personalizada baseada em risco;
- Prescrição de vacina contra HPV que já pode ser realizada durante a consulta.
Como prevenir o HPV e câncer de colo do útero?
Prevenir “HPV e câncer de colo do útero” passa por duas frentes principais: vacinação e rastreamento.
A vacina contra HPV previne o câncer de colo do útero?
Sim. A vacinação contra HPV — especialmente quando realizada antes do início da vida sexual — reduz significativamente o risco de câncer cervical. Estima-se que a vacina nonavalente protege contra cerca de 90% dos casos de câncer de colo do útero associados aos tipos HPV-16, HPV-18, 31, 33, 45, 52 e 58.
Quem já tem HPV pode se vacinar?
Sim. Mesmo quem já teve contato com o vírus pode se beneficiar da vacinação, ajudando a prevenir novas infecções e recidivas.
Outras medidas preventivas incluem:
- Uso de preservativo;
- Redução de fatores de risco;
- Parar de fumar;
- Manter exames ginecológicos regulares.
Quais são os tipos de HPV?
Existem mais de 200 tipos de HPV. Alguns são de baixo risco (como 6 e 11, associados a verrugas genitais), outros são de alto risco (como 16, 18) e associados ao câncer.
Quando procurar uma especialista em HPV?
Se você recebeu diagnóstico de HPV, apresentou alterações no Papanicolau ou deseja prevenir HPV e câncer de colo do útero, é fundamental procurar acompanhamento especializado.
A Dra. Maria Emília F. de Barba é ginecologista especialista em patologia do trato genital inferior e colposcopia, uroginecologia, endoscopia ginecológica e ginecologia regenerativa, com ampla experiência no diagnóstico precoce e manejo das doenças do colo do útero.
Com exames precisos, acompanhamento individualizado e foco em prevenção, é possível proteger sua saúde íntima com segurança e tranquilidade.
Agende sua consulta e cuide da sua saúde com quem é referência no assunto.
Fontes:
Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia



