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Benefícios do laser íntimo após câncer de mama


imagem ilustrativa com texto e sutiã ao fundo
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

7 julho, 2025 |

| 7 min. de leitura

O laser íntimo após câncer de mama é uma solução segura e eficaz para restaurar a saúde vaginal e aliviar sintomas como ressecamento e dor

O diagnóstico e o tratamento do câncer de mama representam um desafio profundo para a vida de muitas mulheres, não apenas no aspecto físico, mas também emocional e hormonal. Durante o tratamento, especialmente com quimioterapia e radioterapia, há uma alteração significativa nos níveis hormonais, o que pode afetar a saúde íntima feminina de diversas formas.

Entre os impactos mais comuns estão: diminuição da lubrificação vaginal, ressecamento, dor durante a relação sexual e alterações no tônus da região íntima, afetando a qualidade de vida e a autoestima da mulher. O uso de terapias como o laser íntimo após câncer de mama tem se mostrado um grande aliado no pós-tratamento. Entenda melhor a seguir!

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Como o câncer de mama afeta a saúde íntima?

O câncer de mama e os tratamentos associados a ele, como quimioterapia, radioterapia e até mesmo a cirurgia, têm um impacto profundo na saúde íntima da mulher. Uma das principais consequências desses tratamentos é a alteração hormonal significativa, que pode levar à menopausa precoce.

Isso ocorre porque muitas mulheres que enfrentam o câncer de mama, especialmente aquelas que passam por quimioterapia, podem sofrer a interrupção temporária ou permanente da função ovariana, o que resulta na queda dos níveis de estrogênio (um hormônio fundamental para a manutenção da saúde vaginal).

A redução do estrogênio pode provocar sintomas como ressecamento, dor durante a relação sexual e até mesmo atrofia vaginal. Além disso, a falta desse hormônio leva a mudanças no pH vaginal, tornando-o mais básico, o que cria um ambiente propício para o crescimento de bactérias que normalmente não deveriam colonizar essa região.

Isso pode desencadear infecções urinárias de repetição, corrimentos anormais e mau cheiro, complicando ainda mais a saúde íntima da mulher no pós-tratamento do câncer de mama.

Câncer de mama x ressecamento vaginal: por que acontece?

Como foi explicado, o ressecamento vaginal após o câncer de mama ocorre principalmente devido à queda nos níveis de estrogênio, que é um hormônio essencial para a saúde vaginal e que contribui para a manutenção da lubrificação e da elasticidade vaginal. Durante o tratamento do câncer, especialmente com quimioterapia, o corpo da mulher passa por um processo que pode levar à menopausa precoce, resultando em uma redução drástica na produção de estrogênio.

O que é o laser íntimo?

O laser íntimo ou laser ginecológico é um procedimento minimamente invasivo utilizado para tratar diversas condições ginecológicas. Este tipo de tratamento utiliza a tecnologia de laser para estimular a regeneração celular e melhorar a vascularização da área vaginal, promovendo uma melhor lubrificação e elasticidade da mucosa vaginal.

Esse tratamento tem se mostrado eficaz no alívio de sintomas que afetam a qualidade de vida das mulheres, como dor durante as relações sexuais, ardência e desconforto na região íntima. ALÉM de melhorar a saúde vaginal, o laser íntimo após câncer de mama também atua na restauração do pH vaginal, tornando o ambiente mais ácido, o que ajuda a prevenir infecções causadas por bactérias.

Como o laser íntimo ajuda nos sintomas de atrofia vaginal?

O tratamento com laser íntimo após câncer de mama oferece uma abordagem eficaz para lidar com a atrofia vaginal. A tecnologia atua de maneira a reverter esses efeitos, promovendo a regeneração da mucosa vaginal, estimulando a produção de colágeno e restaurando a lubrificação natural da região.

Além disso, o laser íntimo após câncer de mama ajuda a melhorar a vascularização da área tratada, o que acelera o processo de cicatrização e redução da inflamação. Esse procedimento pode ser particularmente útil para mulheres que têm dificuldades com a secura vaginal, desconforto durante a relação sexual ou até mesmo para aquelas que enfrentam infecções urinárias recorrentes, sintomas frequentemente exacerbados pela alteração do pH vaginal.

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Como o procedimento funciona?

O tratamento com laser íntimo após câncer de mama é simples, rápido e realizado em consultório, geralmente sem a necessidade de anestesia. Durante o procedimento, o laser é aplicado na região vaginal, onde suas energias controladas penetram nas camadas mais profundas da mucosa. Isso estimula a produção de colágeno e a regeneração celular, resultando em uma melhoria da elasticidade, da lubrificação e do tônus vaginal, além de restauração do pH vaginal.

Cada sessão costuma durar entre 10 a 20 minutos, e a maioria das mulheres pode retomar suas atividades normais imediatamente após o procedimento. Dependendo da gravidade dos sintomas, são recomendadas de 3 a 5 sessões, com intervalos de cerca de 30 dias entre cada uma.

Benefícios do laser íntimo após câncer de mama

Entre os principais benefícios do laser íntimo após o câncer de mama, podemos destacar:

  • Restauração da lubrificação vaginal;
  • Redução da dor e desconforto durante o sexo;
  • Melhora significativa da vida sexual;
  • Redução da sensação de ardência e desconforto vaginal;
  • Redução da incontinência urinária;
  • Cicatrização de fissuras e lesões na região vaginal;
  • Controle de corrimento e mau cheiro por meio da restauração do pH vaginal.

Quais os cuidados após o laser íntimo?

Embora o procedimento seja minimamente invasivo e ofereça uma recuperação rápida, é essencial seguir algumas orientações para garantir a eficácia do tratamento e evitar possíveis complicações. Os principais cuidados que podem ser recomendados incluem:

  • Evitar relações sexuais por 7 dias, de modo a permitir que a região vaginal se recupere adequadamente, evitando qualquer irritação ou infecção;
  • Uso de Aciclovir, se a paciente tem histórico de herpes genital;
  • Aplicação de creme com ácido hialurônico para potencializar os efeitos do laser e acelerar a regeneração da mucosa vaginal.

Quem teve câncer de mama pode fazer laser?

Sim. As mulheres que tiveram câncer de mama são as maiores beneficiadas com o tratamento de laser íntimo, já que é um procedimento totalmente não hormonal, o que significa que não há risco de estimular a recidiva do câncer, uma preocupação comum entre aquelas que passaram por tratamentos oncológicos.

Mulheres com câncer de mama não podem realizar terapia de reposição hormonal na menopausa e, por conta do tratamento do câncer, costumam ter sintomas mais severos de atrofia e ressecamento vaginal. Sendo assim, é recomendado repetir anualmente o tratamento de laser íntimo, que é seguro.

O laser íntimo utiliza energia para estimular a regeneração celular da mucosa vaginal e melhorar a saúde íntima sem interferir nos hormônios ou nas condições do câncer de mama.

Quantos anos dura o laser íntimo?

O efeito do tratamento com laser íntimo após câncer de mama dura em média 24 meses, proporcionando uma melhoria significativa na saúde vaginal, como alívio do ressecamento, aumento da lubrificação e redução da dor durante o sexo. No entanto, é importante entender que o processo de envelhecimento vaginal continua ao longo do tempo, e os sintomas podem voltar gradualmente.

Por isso, após 1 ano de tratamento, é recomendado realizar sessões de manutenção para garantir que os benefícios do laser sejam preservados e maximizar os resultados a longo prazo.

Quem não deve fazer o laser íntimo?

O tratamento com laser íntimo após câncer de mama é seguro e eficaz para a maioria das mulheres. A única contraindicação diz respeito a pacientes com crise de herpes genital ativa. Isso porque, durante uma crise de herpes, há lesões abertas e inflamação na região genital e o tratamento com laser pode agravar esses sintomas. Por isso, é recomendado esperar passar a fase ativa, bem como é sugerido que mulheres com histórico de herpes genital façam uso profilático de aciclovir.

Para tirar suas dúvidas sobre laser íntimo após câncer de mama ou descobrir se o tratamento é indicado para você, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Emilia de Barba.

 

Fontes:

Academia Brasileira de Ginecologia Regenerativa (Abgref)

Associação Brasileira de Uroginecologia e Assoalho Pélvico (Uroginap)

Dra. Maria Emilia F. de Barba

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