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Conização: o que é, para que serve, como é feita e indicações


Imagem ilustrando um útero e uma lupa
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

9 setembro, 2025 |

| 6 min. de leitura

Procedimento ginecológico essencial para o diagnóstico e tratamento de lesões cervicais em estágios iniciais

A conização, também chamada de biópsia em cone, é um procedimento ginecológico utilizado tanto para diagnóstico quanto para tratamento de alterações no colo do útero, especialmente aquelas causadas por infecção persistente pelo HPV. O nome se deve ao formato do tecido removido durante o exame, que se assemelha a um cone. É um recurso importante para a detecção precoce e a prevenção do câncer do colo uterino.

Realizada por ginecologistas com especialização em patologia do trato genital inferior e colposcopia, a conização permite a retirada de uma amostra profunda do colo uterino, abrangendo as áreas onde alterações celulares costumam surgir. A análise desse tecido permite identificar a presença de lesões de alto grau ou câncer inicial e, em muitos casos, o próprio procedimento já elimina completamente o tecido alterado.

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O que é e para que serve a conização?

A conização, ou biópsia em cone, é um procedimento ginecológico no qual é removida uma pequena porção de tecido do colo do útero em formato de cone. O procedimento serve para dois propósitos principais:

  • Diagnóstico preciso: para investigar a extensão de uma lesão identificada no preventivo ou na colposcopia;
  • Tratamento definitivo: na maioria dos casos, a própria remoção do tecido elimina completamente as lesões pré-cancerosas (como NIC 2 ou NIC 3), sendo um procedimento curativo e preventivo contra o câncer de colo de útero.

Quando a conização é indicada?

A indicação da conização é baseada em uma análise cuidadosa dos exames realizados previamente, como Papanicolau, colposcopia e biópsias.

Situações que justificam a conização

  • Resultado de biópsia apontando Lesão de Alto Grau (NIC 2 ou NIC 3);
  • Discrepância entre o resultado do exame Papanicolau e a colposcopia;
  • Suspeita de carcinoma in situ ou microinvasor;
  • Persistência de lesão por HPV de alto risco após outros tratamentos.

Em todos os casos, a avaliação deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, o desejo de gestação futura e a presença de sintomas.

Como se preparar e cuidados antes do procedimento

Antes da conização, a paciente deve passar por uma consulta médica para esclarecimento de dúvidas, revisão dos exames e orientações específicas. O procedimento é realizado no centro cirúrgico.

É recomendado tratar corrimentos vaginais e evitar duchas vaginais nos dias que antecedem a conização. Também é importante informar seu médico sobre o uso de medicamentos contínuos, alergias e condições clínicas, como distúrbios de coagulação.

Como a conização é feita?

Existem diferentes técnicas para realizar a conização e a escolha depende do perfil da paciente, da localização da lesão e da estrutura disponível.

As principais técnicas incluem:

  • Conização com alça diatérmica (CAF ou LEEP): método mais comum, utiliza uma alça de metal aquecida por corrente elétrica para remover o tecido;
  • Conização a frio: feita com bisturi, essa é uma técnica que caiu em desuso por ter risco aumentado de sangramento e retirar profundidade maior de colo uterino, o que aumenta risco de trabalho de parto prematuro em uma gestação futura;
  • Conização com laser: menos comum devido ao risco de sangramento aumentado, utiliza feixe de laser para remover a área afetada.

O passo a passo envolve a exposição do colo do útero com o auxílio de um espéculo, aplicação de líquidos que delimitam a lesão, como ácido acético e iodo e remoção da área em forma de cone. O material retirado é enviado para análise histopatológica.

Sendo assim a técnica de conização com alça diatérmica, também chamada de cirurgia de alta frequência (CAF/LEEP) ou exérese de zona de transformação anormal, é o método mais seguro e proporciona maior conforto e uma recuperação mais rápida. O material removido é sempre enviado para análise, garantindo um laudo anatomopatológico definitivo.

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Recuperação e cuidados pós-conização

O pós-operatório da conização costuma ser simples, com leve sangramento vaginal nos primeiros dias. Recomenda-se evitar relações sexuais, uso de absorventes internos e atividades físicas intensas por cerca de 30 dias ou conforme orientação médica.

A recuperação completa costuma ocorrer em poucas semanas. O retorno à rotina depende da técnica utilizada e da resposta individual da paciente.

Possíveis riscos e complicações

Como qualquer procedimento, a conização envolve riscos, embora pouco frequentes.

Entre os principais, estão:

  • Sangramento intenso durante ou no pós-operatório imediato (esse risco é minimizado com o uso da cirurgia de alta frequência);
  • Infecções locais (são muito raras quando é realizado tratamento de corrimento antes do procedimento);
  • Estenose do colo do útero (ocorre em 5% dos casos e está relacionado a lesões extensas em que a alça de ressecção precisa ser maior. Também pode ser minimizado com a atuação de cirurgiões experientes);
  • Complicações em gestações futuras, como aumento do risco de parto prematuro (esse risco ocorre apenas nas gestações com mais de 34 semanas de gestação e depende da quantidade de tecido removido e é maior no primeiro ano de pós-operatório).

O acompanhamento pós-procedimento é essencial para garantir uma recuperação segura e identificar qualquer intercorrência precocemente.

Como é possível prevenir lesões cervicais?

A principal forma de prevenção de lesões cervicais é a realização periódica do exame de Papanicolau e o acompanhamento com colposcopia em casos indicados. A vacinação contra o HPV, indicada para meninas e meninos a partir dos 9 anos, também é fundamental para reduzir a incidência de infecções pelo vírus.

O uso de preservativo nas relações sexuais, embora não elimine totalmente o risco, contribui para a redução da transmissão do HPV.

Quais são os benefícios da conização?

Entre os principais benefícios da conização estão:

  • Diagnóstico preciso de lesões cervicais profundas;
  • Tratamento eficaz de lesões de alto grau;
  • Prevenção do câncer de colo do útero;
  • Procedimento com alta taxa de sucesso e recuperação rápida.

Quando indicada e realizada de forma adequada, a conização é uma aliada importante na erradicação do câncer de colo de útero.

Qual médico realiza a conização?

A conização é realizada por médicos ginecologistas com especialização em colposcopia e patologia do trato genital inferior. Esse conhecimento especializado garante a avaliação correta da indicação, a escolha da melhor técnica, bem como da expertise necessária para realizá-la e o acompanhamento pós-procedimento seguro.

Por que escolher a Dra. Maria Emilia Ferreira De Barba para sua conização?

A Dra. Maria Emília é especializada em PTGI e colposcopia, a qualificação mais indicada para realizar este procedimento com precisão. Além disso, a profissional realiza a conização prioritariamente com a técnica de alça diatérmica (LEEP/CAF), considerada menos invasiva e com recuperação mais rápida.

Por entender que este momento pode gerar ansiedade nas pacientes, a Dra. Maria Emília oferece um atendimento humanizado, desde a primeira consulta até o acompanhamento pós-operatório, garantindo que todas as dúvidas e anseios sejam esclarecidos.

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Fontes:

Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia

Biblioteca Nacional de Medicina

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