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Posso ter HPV novamente?


Objetos de saúde ginecológica e médica ao fundo
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

5 fevereiro, 2026 |

| 6 min. de leitura

Entender por que o HPV pode reaparecer — mesmo após tratamento — é essencial para prevenir novas infecções e manter-se saudável ao longo da vida

Muitas mulheres, após tratarem uma lesão causada pelo HPV, acreditam que o problema está definitivamente resolvido. Mas surge a dúvida: posso ter HPV novamente?

A resposta é sim — e entender por quê é fundamental para manter a saúde do colo do útero ao longo da vida.

Neste conteúdo, a Dra. Maria Emilia Ferreira de Barba, ginecologista especialista em Patologia do Trato Genital Inferior, Colposcopia e HPV, explica de forma clara:

  • Por que o HPV pode reaparecer;
  • O que é reinfecção e o que é reativação;
  • Como reduzir o risco de recidiva;
  • Quando procurar avaliação especializada.

Entendendo o que é o HPV e seus tipos

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus altamente prevalente, com mais de 200 subtipos identificados.

Eles se dividem em:

  • HPV de baixo risco → podem causar verrugas genitais;
  • HPV de alto risco → associados a lesões precursoras do câncer do colo do útero.

O vírus é transmitido principalmente por contato sexual, mas também pode ser adquirido por contato íntimo pele a pele. A maior parte das infecções é transitória, e o sistema imunológico consegue eliminá-las espontaneamente em até dois anos. No entanto, quando a imunidade não controla o vírus de forma eficiente, ele pode permanecer ativo ou latente — o que ajuda a explicar por que tantas mulheres questionam “posso ter HPV novamente?” após já terem tratado uma lesão anterior.

Já tive HPV. Posso ter HPV novamente?

Sim — ter HPV uma vez não impede que a mulher tenha outra infecção no futuro. Isso pode ocorrer por três motivos principais:

  1. Reinfecção por outro tipo de HPV: Como existem muitos subtipos, a mulher pode eliminar um e adquirir outro mais tarde;
  2. Reativação de um vírus antigo que permaneceu latente: O HPV pode ficar “adormecido” e se manifestar novamente quando há queda da imunidade;
  3. Nova exposição ao mesmo tipo de HPV: Mesmo tipos já eliminados podem ser adquiridos novamente ao longo da vida.

Por isso, a resposta para “posso ter HPV novamente?” é sim — e o acompanhamento ginecológico regular é essencial.

Quantas vezes o HPV pode voltar?

Não há um limite definido. O HPV pode reaparecer mais de uma vez ao longo da vida.

O HPV pode voltar mais de uma vez, e essa é justamente uma das razões pelas quais muitas mulheres perguntam “posso ter HPV novamente?”. O risco de recorrência é maior especialmente nos seguintes cenários:

  • Imunidade baixa;
  • Estresse intenso;
  • Doenças inflamatórias ou autoimunes;
  • Tabagismo;
  • Exposição repetida ao vírus.

A recorrência não significa falha do tratamento anterior, mas sim uma característica natural do comportamento do HPV.

Quem tem HPV vai ter para sempre?

Não. A maioria das pessoas elimina o vírus em até dois anos.

No entanto, algumas pessoas podem manter o vírus de forma latente por longos períodos. Isso significa que não há lesão ativa, mas uma queda imunológica pode fazer o vírus reativar.

Por isso, mesmo após exames normais, o seguimento é indispensável.

É possível ter mais de um tipo de HPV ao mesmo tempo?

Sim. A coinfecção por múltiplos tipos de HPV é relativamente comum.

A presença de múltiplos tipos não significa evolução para câncer, mas aumenta o risco para câncer e por isso, há a necessidade de acompanhamento especializado com exames como:

A imunidade protege contra o HPV?

O sistema imunológico é o principal responsável por controlar e eliminar o HPV.

Ele pode:

  • Eliminar infecções recentes;
  • Impedir a progressão de lesões já existentes;
  • Reduzir o risco de reativação do vírus latente.

Embora não exista uma fórmula que garanta 100% de proteção, algumas estratégias têm forte respaldo científico para reduzir persistência viral e risco de progressão.

Abaixo estão as principais medidas:

  • Não fumar;
  • Vacina nonavalente contra HPV;
  • Controlar estresse crônico;
  • Tratar infecções ginecológicas associadas;
  • Atividade física e sono regular;
  • Alimentação rica em micronutrientes, como;
  • Folato (ácido fólico);
  • Vitamina B12;
  • Vitamina D;
  • Vitamina C;
  • Vitamina E;
  • Zinco;
  • Selênio.

Uma forma de garantir a ingestão da quantidade adequada é através da suplementação com o multivitamínico Immuna +, que a Dra Maria Emilia F. De Barba desenvolveu contendo 24 micronutrientes para fortalecer a imunidade.

Ponto essencial:

Fortalecer a imunidade não elimina instantaneamente o HPV, mas:

  • Reduz chance de persistência;
  • Diminui risco de progressão para NIC2/3;
  • Aumenta probabilidade de regressão espontânea.

O que fazer para o HPV não voltar?

Embora não exista uma forma de garantir 100% de prevenção, algumas estratégias reduzem muito a probabilidade de recidiva ou reinfecção.

Como prevenir que o HPV volte?

  • Vacinação contra HPV, mesmo em quem já teve o vírus — a vacina ajuda a prevenir novos tipos e reduz risco de recidiva;
  • Abandono do tabagismo, pois fumar reduz a imunidade local do colo do útero;
  • Uso de preservativos, que diminuem a exposição viral;
  • Exames preventivos regulares, como Papanicolau e colposcopia;
  • Tratamento adequado de lesões pré-cancerosas, quando indicado;
  • Estímulo ao sistema imunológico, com hábitos saudáveis, boa alimentação e controle do estresse.

Essas medidas são essenciais para mulheres que se perguntam: “posso ter HPV novamente e como evito isso?”

Posso transmitir HPV novamente se já tratei?

Sim — é possível transmitir HPV mesmo após o tratamento da lesão, e isso está diretamente relacionado à pergunta “posso ter HPV novamente?”. A transmissão pode ocorrer especialmente quando:

  • Há vírus latente;
  • O sistema imunológico ainda não eliminou completamente o vírus;
  • Existe nova exposição ao HPV.

Por isso, a prevenção deve ser contínua, mesmo após o desaparecimento das lesões.

Quando procurar um especialista em HPV?

A avaliação com ginecologista com título de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia é fundamental quando:

  • Teste de genotipagem ou captura híbrida positivo para HPV;
  • O resultado do Papanicolau vem alterado;
  • Tratamento de lesões no colo do útero, na vagina ou na vulva;
  • Presença de verrugas genitais;
  • A paciente deseja entender melhor se posso ter HPV novamente;
  • Existem sintomas como sangramento pós-coito, corrimento anormal ou desconforto persistente.

Acompanhamento especializado faz diferença

O HPV é comum — mas o acompanhamento correto muda completamente o prognóstico.

Na minha prática clínica, a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba, com titulo de  especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, oferece:

  • Avaliação individualizada;
  • Colposcopia e vulvoscopia detalhada;
  • Orientação baseada em evidências;
  • Plano de acompanhamento personalizado.

Se você já teve HPV, tem exames alterados ou deseja entender seu risco de recidiva, agende uma consulta com a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba.

Cuidar de forma preventiva é a melhor estratégia para manter a saúde do colo do útero ao longo da vida.

 

Fontes:

Abptgic

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO

Instituto Butantan

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