Entender por que o HPV pode reaparecer — mesmo após tratamento — é essencial para prevenir novas infecções e manter-se saudável ao longo da vida
Muitas mulheres, após tratarem uma lesão causada pelo HPV, acreditam que o problema está definitivamente resolvido. Mas surge a dúvida: posso ter HPV novamente?
A resposta é sim — e entender por quê é fundamental para manter a saúde do colo do útero ao longo da vida.
Neste conteúdo, a Dra. Maria Emilia Ferreira de Barba, ginecologista especialista em Patologia do Trato Genital Inferior, Colposcopia e HPV, explica de forma clara:
- Por que o HPV pode reaparecer;
- O que é reinfecção e o que é reativação;
- Como reduzir o risco de recidiva;
- Quando procurar avaliação especializada.
Entendendo o que é o HPV e seus tipos
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus altamente prevalente, com mais de 200 subtipos identificados.
Eles se dividem em:
- HPV de baixo risco → podem causar verrugas genitais;
- HPV de alto risco → associados a lesões precursoras do câncer do colo do útero.
O vírus é transmitido principalmente por contato sexual, mas também pode ser adquirido por contato íntimo pele a pele. A maior parte das infecções é transitória, e o sistema imunológico consegue eliminá-las espontaneamente em até dois anos. No entanto, quando a imunidade não controla o vírus de forma eficiente, ele pode permanecer ativo ou latente — o que ajuda a explicar por que tantas mulheres questionam “posso ter HPV novamente?” após já terem tratado uma lesão anterior.
Já tive HPV. Posso ter HPV novamente?
Sim — ter HPV uma vez não impede que a mulher tenha outra infecção no futuro. Isso pode ocorrer por três motivos principais:
- Reinfecção por outro tipo de HPV: Como existem muitos subtipos, a mulher pode eliminar um e adquirir outro mais tarde;
- Reativação de um vírus antigo que permaneceu latente: O HPV pode ficar “adormecido” e se manifestar novamente quando há queda da imunidade;
- Nova exposição ao mesmo tipo de HPV: Mesmo tipos já eliminados podem ser adquiridos novamente ao longo da vida.
Por isso, a resposta para “posso ter HPV novamente?” é sim — e o acompanhamento ginecológico regular é essencial.
Quantas vezes o HPV pode voltar?
Não há um limite definido. O HPV pode reaparecer mais de uma vez ao longo da vida.
O HPV pode voltar mais de uma vez, e essa é justamente uma das razões pelas quais muitas mulheres perguntam “posso ter HPV novamente?”. O risco de recorrência é maior especialmente nos seguintes cenários:
- Imunidade baixa;
- Estresse intenso;
- Doenças inflamatórias ou autoimunes;
- Tabagismo;
- Exposição repetida ao vírus.
A recorrência não significa falha do tratamento anterior, mas sim uma característica natural do comportamento do HPV.
Quem tem HPV vai ter para sempre?
Não. A maioria das pessoas elimina o vírus em até dois anos.
No entanto, algumas pessoas podem manter o vírus de forma latente por longos períodos. Isso significa que não há lesão ativa, mas uma queda imunológica pode fazer o vírus reativar.
Por isso, mesmo após exames normais, o seguimento é indispensável.
É possível ter mais de um tipo de HPV ao mesmo tempo?
Sim. A coinfecção por múltiplos tipos de HPV é relativamente comum.
A presença de múltiplos tipos não significa evolução para câncer, mas aumenta o risco para câncer e por isso, há a necessidade de acompanhamento especializado com exames como:
- Papanicolau (citologia oncótica);
- Teste de HPV;
- Colposcopia;
- Vulvoscopia;
- Biópsia, quando indicado.
A imunidade protege contra o HPV?
O sistema imunológico é o principal responsável por controlar e eliminar o HPV.
Ele pode:
- Eliminar infecções recentes;
- Impedir a progressão de lesões já existentes;
- Reduzir o risco de reativação do vírus latente.
Embora não exista uma fórmula que garanta 100% de proteção, algumas estratégias têm forte respaldo científico para reduzir persistência viral e risco de progressão.
Abaixo estão as principais medidas:
- Não fumar;
- Vacina nonavalente contra HPV;
- Controlar estresse crônico;
- Tratar infecções ginecológicas associadas;
- Atividade física e sono regular;
- Alimentação rica em micronutrientes, como;
- Folato (ácido fólico);
- Vitamina B12;
- Vitamina D;
- Vitamina C;
- Vitamina E;
- Zinco;
- Selênio.
Uma forma de garantir a ingestão da quantidade adequada é através da suplementação com o multivitamínico Immuna +, que a Dra Maria Emilia F. De Barba desenvolveu contendo 24 micronutrientes para fortalecer a imunidade.
Ponto essencial:
Fortalecer a imunidade não elimina instantaneamente o HPV, mas:
- Reduz chance de persistência;
- Diminui risco de progressão para NIC2/3;
- Aumenta probabilidade de regressão espontânea.
O que fazer para o HPV não voltar?
Embora não exista uma forma de garantir 100% de prevenção, algumas estratégias reduzem muito a probabilidade de recidiva ou reinfecção.
Como prevenir que o HPV volte?
- Vacinação contra HPV, mesmo em quem já teve o vírus — a vacina ajuda a prevenir novos tipos e reduz risco de recidiva;
- Abandono do tabagismo, pois fumar reduz a imunidade local do colo do útero;
- Uso de preservativos, que diminuem a exposição viral;
- Exames preventivos regulares, como Papanicolau e colposcopia;
- Tratamento adequado de lesões pré-cancerosas, quando indicado;
- Estímulo ao sistema imunológico, com hábitos saudáveis, boa alimentação e controle do estresse.
Essas medidas são essenciais para mulheres que se perguntam: “posso ter HPV novamente e como evito isso?”
Posso transmitir HPV novamente se já tratei?
Sim — é possível transmitir HPV mesmo após o tratamento da lesão, e isso está diretamente relacionado à pergunta “posso ter HPV novamente?”. A transmissão pode ocorrer especialmente quando:
- Há vírus latente;
- O sistema imunológico ainda não eliminou completamente o vírus;
- Existe nova exposição ao HPV.
Por isso, a prevenção deve ser contínua, mesmo após o desaparecimento das lesões.
Quando procurar um especialista em HPV?
A avaliação com ginecologista com título de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia é fundamental quando:
- Teste de genotipagem ou captura híbrida positivo para HPV;
- O resultado do Papanicolau vem alterado;
- Tratamento de lesões no colo do útero, na vagina ou na vulva;
- Presença de verrugas genitais;
- A paciente deseja entender melhor se posso ter HPV novamente;
- Existem sintomas como sangramento pós-coito, corrimento anormal ou desconforto persistente.
Acompanhamento especializado faz diferença
O HPV é comum — mas o acompanhamento correto muda completamente o prognóstico.
Na minha prática clínica, a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba, com titulo de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, oferece:
- Avaliação individualizada;
- Colposcopia e vulvoscopia detalhada;
- Orientação baseada em evidências;
- Plano de acompanhamento personalizado.
Se você já teve HPV, tem exames alterados ou deseja entender seu risco de recidiva, agende uma consulta com a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba.
Cuidar de forma preventiva é a melhor estratégia para manter a saúde do colo do útero ao longo da vida.
Fontes:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia – FEBRASGO



