Resultado de ASCUS no Papanicolau não é motivo para pânico. A ginecologista especialista em colposcopia Dra. Maria Emilia explica quando investigar e tratar.
O exame preventivo, ou Papanicolau, é fundamental para a prevenção do câncer do colo do útero. Esta avaliação identifica alterações celulares, como as causadas pelo HPV, muito antes de evoluírem para problemas mais sérios.
Um dos resultados mais comuns e que mais gera dúvidas é o ASCUS. Se você recebeu um laudo com essa indicação, a primeira coisa a saber é: na maioria das vezes, não é grave, mas exige acompanhamento especializado. Como ginecologista especialista em colposcopia e PTGI, explico a seguir tudo o que você precisa entender.
Consulte-se com uma especialista em patologia do trato genital inferior e colposcopia!
O que significa ASCUS no preventivo?
ASCUS é a sigla para “Atypical Squamous Cells of Undetermined Significance“, que, em português, significa células escamosas atípicas de significado indeterminado. Esse resultado é dado quando o citopatologista vê alterações nas células do colo do útero que fogem do padrão normal, mas não são claramente pré-cancerosas ou causadas por uma infecção específica.
Em outras palavras, é uma alteração inconclusiva que precisa de uma investigação mais apurada para definir seu real significado.
O que é ASCUS no colo do útero?
O ASCUS é um tipo de alteração celular observado nas células escamosas, as quais estão na parte externa do colo do útero. Essas células, ao apresentarem pequenas mudanças na sua forma ou organização, não permitem uma conclusão imediata sobre sua natureza, ou seja, se estão de fato alteradas. Por isso, o resultado é classificado como ASCUS, indicando a necessidade de investigação complementar.
O que pode causar um resultado de ASCUS?
Diversos fatores podem levar ao aparecimento de ASCUS no exame preventivo. Entre os mais frequentes, estão:
- Infecções vaginais ou cervicais (como vaginose bacteriana ou candidíase);
- Infecção pelo vírus HPV;
- Inflamações causadas por irritações locais (uso de absorventes, duchas, relações sexuais recentes);
- Alterações hormonais, especialmente durante a menopausa;
- Contaminação da amostra no momento da coleta.
Por ser uma alteração de interpretação incerta, é fundamental considerar o histórico da paciente e realizar exames complementares quando forem necessários.
Quando o ASCUS é preocupante?
A boa notícia é que, na maioria dos casos, o ASCUS é transitório e se resolve sozinho. No entanto, em alguns casos, pode ser o primeiro sinal de uma infecção persistente por HPV ou de alterações que exigem atenção.
A investigação deve ser mais rigorosa se:
- O resultado persiste em um novo exame após 6 a 12 meses;
- O teste de HPV for positivo para os tipos de alto risco;
- A paciente tem histórico prévio de lesão no colo do útero;
- Há sintomas associados, como sangramento fora de época.
Nessas situações, o seguimento deve ser mais rigoroso, com exames como a colposcopia ou a biópsia.
Como lidar com resultados anormais no preventivo e o que fazer?
A conduta deve ser individualizada, mas geralmente segue esta sequência:
- Repetir o exame preventivo: em muitos casos, repete-se o Papanicolau após 6 a 12 meses para verificar se a alteração persiste;
- Teste de HPV de alto risco: este é um exame complementar fundamental. Se positivo, o caminho avança para uma investigação mais detalhada;
- Colposcopia com biópsia: este é o passo crucial para fechar o diagnóstico. A colposcopia permite visualizar o colo do útero com ampliação e identificar áreas suspeitas. Se encontradas, uma pequena amostra (biópsia) é coletada para análise, definindo com precisão se há ou não uma lesão que necessite de tratamento.
Como é feito o tratamento de ASCUS?
O ASCUS, por si só, não tem um tratamento específico. O manejo depende da causa subjacente e dos exames complementares. Se houver infecção vaginal ou inflamação, trata-se o quadro com medicações apropriadas.
Se o HPV estiver presente e for do tipo de alto risco, a paciente será acompanhada com maior frequência. Em situações em que a colposcopia ou a biópsia confirmarem a presença de uma lesão precursora, procedimentos minimamente invasivos e eficazes — como a eletrocirurgia (LEEP / CAF) ou a vaporização — com laser de CO2, podem ser indicados para removê-las, prevenindo assim a evolução para um câncer.
Qual é a probabilidade de ASCUS ser câncer?
A probabilidade de um resultado ASCUS estar relacionado a câncer é de 0,1% a 0,2%. Entre as mulheres com esse diagnóstico, é observada prevalência de NIC II/III em 6,4% a 11,9% dos casos e de câncer. O objetivo do acompanhamento é justamente interceptar as lesões precursoras muito antes que isso aconteça, tornando a prevenção totalmente eficaz.
Qual médico procurar para tratar células escamosas atípicas?
A escolha do especialista faz toda a diferença. Lidar com um resultado anormal exige mais do que um diagnóstico; exige clareza, tranquilidade e um plano de ação preciso. O profissional indicado para avaliar e conduzir casos de células escamosas atípicas de significado indeterminado (ASCUS) é o ginecologista especialista em patologia do trato genital inferior e colposcopia.
Um especialista dedicado a essa área possui a experiência necessária para:
- Interpretar corretamente laudos e exames;
- Realizar a colposcopia com alta precisão, minimizando incômodos;
- Definir a conduta mais adequada para o seu caso, sem exames desnecessários nem subestimação de riscos;
- Oferecer acolhimento e tirar todas as suas dúvidas, transformando a ansiedade em confiança.
A Dra. Maria Emília Ferreira De Barba é especialista nesse tipo de cuidado, atuando com foco em diagnósticos precisos e tratamentos atualizados para garantir segurança e tranquilidade às suas pacientes. Agende agora sua consulta e vamos juntas esclarecer seu exame e traçar o melhor plano para a sua saúde.
Fontes:
Ministério da Saúde – Diretrizes Rastreamento câncer de colo de útero
Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia



