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Pólipos uterinos: diagnóstico e tratamentos?


Zoom em útero artificial com pólipos
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

20 maio, 2026 |

| 5 min. de leitura

Os pólipos uterinos são formações benignas no revestimento do útero que podem causar sangramentos anormais e, em alguns casos, impactar a fertilidade

Os pólipos uterinos são alterações relativamente comuns na prática ginecológica, sendo caracterizadas pelo crescimento localizado do endométrio — o tecido que reveste a parte interna do útero. Essas formações podem variar em tamanho, número e localização, sendo encontradas tanto em mulheres em idade reprodutiva quanto após a menopausa.

Embora, na maioria dos casos, os pólipos uterinos sejam benignos e assintomáticos, eles podem provocar manifestações clínicas importantes, especialmente sangramentos uterinos anormais. Além disso, dependendo de suas características, podem interferir na fertilidade e exigir acompanhamento ou tratamento específico.

Saiba mais a seguir.

Pólipo uterino é perigoso?

Na maioria dos casos, não. Porém, existem situações em que a avaliação especializada é funda mental, especialmente quando há:

  • sangramento fora do período menstrual;
  • sangramento após relação;
  • sangramento após a menopausa;
  • dificuldade para engravidar.

Nesses casos, ignorar o sintoma pode atrasar o diagnóstico correto.

Por que os pólipos surgem?

A formação dos pólipos uterinos está frequentemente associada a alterações hormonais, com destaque para a ação do estrogênio sobre o crescimento do endométrio. Quando há um desequilíbrio nesse estímulo, pode ocorrer proliferação localizada do tecido, levando ao desenvolvimento dos pólipos.

Fatores que aumentam o risco incluem:

  • idade entre 40 e 50 anos;
  • sobrepeso e obesidade;
  • alterações metabólicas (como diabetes);
  • terapia de reposição hormonal mal ajustada.

O que o pólipo no útero pode causar?

Os pólipos uterinos podem ter comportamentos distintos, variando desde quadros assintomáticos até manifestações clínicas mais evidentes. Quando presentes, os sintomas geralmente estão relacionados a alterações no padrão de sangramento uterino.

Além disso, dependendo da localização e do tamanho, o pólipo pode interferir na cavidade uterina, dificultando a implantação embrionária e, consequentemente, impactando a fertilidade. Em casos específicos, pode haver desconforto pélvico ou sangramento após relações sexuais.

Com que frequência os pólipos uterinos ocorrem?

Os pólipos uterinos são relativamente frequentes, especialmente em mulheres na faixa dos 40 anos ou próximas à menopausa. Estudos indicam que uma parcela significativa das mulheres pode apresentar pólipos em algum momento da vida, muitas vezes sem sintomas.

A maior incidência nessa fase está relacionada às oscilações hormonais típicas do período, o que reforça o papel do estrogênio no desenvolvimento dessas formações.

Quais os sintomas dos pólipos uterinos?

A maioria das mulheres com pólipos não apresenta sintomas, mas quando eles aparecem, os mais comuns são:

  • menstruação intensa ou irregular;
  • escapes de sangue ao longo do ciclo;
  • sangramento após relação;
  • sangramento após menopausa;
  • infertilidade;

Se você se identificou com algum desses sinais, vale investigar. Muitas pacientes descobrem o pólipo apenas quando o quadro já está mais avançado.

Como o diagnóstico é realizado?

O diagnóstico dos pólipos uterinos é feito a partir da associação entre avaliação clínica e exames de imagem.

Os principais exames incluem:

  • ultrassom transvaginal: costuma ser o primeiro exame solicitado;
  • histeroscopia diagnóstica (padrão-ouro): é o método mais preciso. Esse exame permite a visualização direta do interior do útero, possibilitando identificar o pólipo, avaliar suas características e, em alguns casos, realizar a retirada no mesmo procedimento.

A confirmação diagnóstica é importante para definir a melhor conduta e descartar outras condições ginecológicas.

Como os pólipos uterinos são tratados?

Nem todo pólipo uterino precisa ser removido.

Contudo o tratamento é indicado quando há:

  • sintomas, como sangramento aumentado ou sangramento pós menopausa;
  • pólipo maior que 2 cm independente da idade;
  • infertilidade;
  • pós menopausa;

Em casos assintomáticos em mulheres na menacme (idade reprodutiva) e com formações pequenas, pode ser adotado apenas o acompanhamento clínico, com monitoramento periódico.

O tratamento visa não apenas aliviar os sintomas, mas também permitir análise do tecido e prevenir possíveis complicações.

Como os pólipos são retirados?

A polipectomia é realizada, principalmente, por meio da histeroscopia cirúrgica. É um procedimento:

  • minimamente invasivo;
  • por via vaginal;
  • sem cortes externos;
  • com recuperação rápida.

Durante o procedimento, o médico utiliza um instrumento com câmera para visualizar a cavidade uterina e remover o pólipo com precisão. Além de tratar os sintomas, a retirada permite análise do tecido — o que garante segurança no diagnóstico.

Quando a polipectomia é indicada?

A polipectomia, que é a remoção cirúrgica do pólipo, é indicada em situações como presença de sintomas, sangramento anormal, infertilidade associada ou suspeita de alterações no tecido.

O procedimento também é recomendado em mulheres após a menopausa, mesmo na ausência de sintomas, devido ao maior risco de alterações celulares nessa fase da vida. A decisão deve sempre considerar o contexto clínico individual.

É possível prevenir o surgimento de pólipos?

O uso de progesterona, especialmente o diu hormonal previne o surgimento dos pólipos uterinos, uma vez que sua formação está relacionada, em grande parte, a fatores hormonais.

Além disso, o acompanhamento ginecológico regular permite identificar alterações precocemente e adotar medidas de controle quando necessário. Vale lembrar que hábitos saudáveis, como controle do peso e acompanhamento de condições metabólicas, podem contribuir para o equilíbrio hormonal.

O que acontece se não retirar os pólipos?

A não remoção dos pólipos uterinos pode levar à:

  • manutenção do sangramento
  • piora dos sintomas
  • impacto na fertilidade
  • hiperplasia de endométrio
  • câncer de endométrio

Pois, sem a retirada, não é possível realizar a análise histológica do tecido, o que é importante para confirmar sua natureza benigna. O que ocorre é que não é possível diferenciar pela imagem pólipos uterinos de casos de câncer de endométrio ou hiperplasia de endométrio, que é uma alteração que aumenta o risco de câncer. Por isso, a decisão de não tratar deve ser sempre acompanhada por um médico, com critérios bem definidos e monitoramento adequado.

Quando procurar uma ginecologista especialista em endoscopia ginecológica?

Você deve buscar avaliação se:

  • tem sangramento fora do padrão;
  • já foi diagnosticada com pólipo;
  • está tentando engravidar;
  • quer um diagnóstico mais preciso;

Se você quer investigar com segurança e ter um plano de tratamento resolutivo, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Emília F. de Barba que é medica ginecologista especialista em endoscopia ginecológica, área dentro da ginecologia destinada a investigação e tratamento de pólipos uterinos.

 

Fontes:

Febrasgo;

Biblioteca Virtual em Saúde;

Hospital Israelita Albert Einstein.

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