Essa inflamação pode afetar a região genital, o que muitas vezes pode fazer com que ela seja confundida com uma IST
O líquen é uma condição inflamatória crônica da pele e das mucosas que pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do tipo e da região afetada. É comum as pessoas acharem que líquen é IST, especialmente porque ele pode afetar as áreas genitais e gerar sintomas, como coceira, ardência e lesões, mas isso não é verdade.
Existem diferentes tipos de líquen: o líquen escleroso, líquen simples crônico e o líquen plano. O primeiro costuma afetar a região genital (principalmente em mulheres), provocando manchas esbranquiçadas, afinamento da pele e, em casos mais graves, alterações na anatomia local. Já o líquen plano pode aparecer tanto na pele quanto nas mucosas (como na boca ou na mucosa genital), apresentando-se como lesões arroxeadas ou erosivas que coçam ou causam dor.
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Causas do líquen
Embora seja comum as pessoas se perguntarem se líquen é IST, é importante entender que as causas do líquen não estão relacionadas a infecções sexualmente transmissíveis.
Como foi explicado, o líquen é uma condição inflamatória crônica da pele e das mucosas cujas origens são multifatoriais. Entre as principais causas, destacam-se fatores autoimunes, em que o sistema imunológico do corpo ataca por engano células da própria pele ou das mucosas, levando ao aparecimento das lesões características.
Além disso, fatores genéticos podem contribuir para o desenvolvimento do líquen. Indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes têm maior propensão a desenvolver essa condição. O estresse, ansiedade e depressão são gatilhos importantes para o agravamento do líquen, já que pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a inflamações.
Fatores de risco do líquen
Conforme foi explicado, por mais que algumas pessoas pensem que líquen é IST, essa condição não é causada por infecções sexualmente transmissíveis. Os fatores de risco para o líquen variam de acordo com o tipo da doença, mas, em geral, fatores autoimunes, genéticos e hormonais desempenham um papel importante.
O líquen escleroso, por exemplo, afeta mais frequentemente mulheres, especialmente após a menopausa, quando ocorrem alterações hormonais significativas. Além disso, pessoas com histórico familiar de doenças autoimunes, como hipotireoidismo, vitiligo ou lúpus, estão mais propensas a desenvolver o líquen escleroso.
Já o líquen plano tem sua origem mais associada a um desequilíbrio no sistema imunológico. Indivíduos com doenças autoimunes, como a hepatite C, têm maior risco de desenvolver líquen plano, especialmente nas mucosas da boca e dos genitais.
O líquen simples crônico, por sua vez, é mais comum em pessoas que têm tendência a coçar ou esfregar constantemente a pele, o que causa o agravamento das lesões. O estresse costuma ser o fator desencadeante, agravando os sintomas da doença.
Principais sintomas do líquen
Os sintomas do líquen variam conforme o tipo da condição, mas, de forma geral, eles envolvem lesões na pele ou nas mucosas que podem causar desconforto, coceira ou dor. A intensidade e a localização das lesões podem variar, sendo que, em alguns casos, a condição pode afetar regiões íntimas, o que pode fazer com que as pessoas pensem que líquen é IST.
Entre os principais sintomas de líquen, estão:
- Lesões esbranquiçadas ou ulceradas;
- Coceira intensa (prurido);
- Dor ou ardência;
- Afinamento da pele;
- Fissuras;
- Lesões nas mucosas (líquen plano);
- Sensibilidade ao toque.
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Líquen é IST?
É comum as pessoas se confundirem e acharem que líquen é IST, no entanto, é importante esclarecer que o líquen não é uma infecção sexualmente transmissível, ou seja, não tem como contrair na relação sexual.
O líquen escleroso, por exemplo, é uma doença inflamatória sem envolvimento de infecção que se agrava com o hipoestrogenismo (hormônio estrogênio baixo) e por isso é mais comum em mulheres após a menopausa. O líquen plano, por sua vez, também pode afetar a região genital, mas tem origens imunológicas e não é transmitido sexualmente. Já o líquen simples crônico é uma somatização na vulva de doenças como ansiedade e depressão e é desencadeado pelo ato de coçar. Portanto, embora o líquen possa ocorrer nas mucosas genitais e ser confundido com uma IST devido aos sintomas, trata-se de uma condição não contagiosa e que deve ser tratada de acordo com suas causas inflamatórias e autoimunes.
Quem tem líquen pode ter relação?
Sim. Pessoas com líquen podem ter relações sexuais, mas é importante entender as possíveis limitações e cuidados necessários. O líquen escleroso, simples crônico e o líquen plano, que comumente afetam a região genital, podem causar desconforto, dor ou fissuras durante o ato sexual, especialmente se houver lesões ou áreas sensibilizadas. Em alguns casos, a dor pode ser intensa, tornando a relação sexual desconfortável ou até mesmo impossível sem o tratamento adequado.
Para quem tem líquen, é fundamental seguir as orientações médicas para controlar a condição, já que o tratamento pode aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida sexual. Em casos mais graves ou quando o líquen está causando alterações anatômicas, como afinamento da pele (no caso do líquen escleroso), o uso de lubrificantes e a comunicação com o parceiro sobre os cuidados durante a relação são essenciais para evitar lesões adicionais.
Como já discutimos aqui, a afirmação que Líquen é IST não é verdadeira, porém o tratamento correto do líquen, com uso de corticoide e hormônio tópico, além de tratamento com laser e, dependendo dos casos, até mesmo cirurgia, se faz necessário para que a mulher possa ter relação sexual sem dor ou fissuras.
Corro risco de passar líquen para meu parceiro na relação?
Não. O líquen não é contagioso, o que significa que não há risco de transmitir a condição para o parceiro durante a relação sexual. Embora o líquen possa afetar áreas genitais e causar lesões visíveis, como no caso do líquen escleroso ou do líquen plano, trata-se de uma doença autoimune e inflamatória, não uma infecção. Ou seja, ela não é transmitida por contato sexual ou por qualquer outro tipo de troca de fluídos corporais.
Conforme foi explicado, não é verdade que o líquen é IST. Portanto, o casal pode compartilhar uma vida sexual ativa sem preocupação em relação à transmissão da doença.
Qual médico trata líquen?
O médico especialista em líquen é o ginecologista especializado em patologia do trato genital inferior e colposcopia. Esse profissional é capacitado para diagnosticar e tratar as manifestações do líquen, especialmente nas áreas genitais, e pode oferecer acompanhamento contínuo para prevenir complicações e garantir um tratamento eficaz.
A Dra. Maria Emília de Barba está devidamente capacitada para diagnosticar e tratar as manifestações do líquen escleroso, oferecendo atendimento especializado com foco na saúde genital e bem-estar das pacientes. Para saber mais sobre o tratamento e agendar uma consulta, entre em contato.
Fontes:



