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Como é a recuperação da cirurgia de sling?


Mulher com mãos no abdômen e imagem ilustrativa de bexiga urinária
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

12 setembro, 2025 |

| 6 min. de leitura

Etapas da recuperação, possíveis desconfortos e orientações importantes após a cirurgia de sling para incontinência urinária

A cirurgia de sling é um procedimento cirúrgico indicado para o tratamento da incontinência urinária de esforço em mulheres. Consiste na colocação de uma faixa de material sintético (o “sling”) que atua como um suporte para a uretra, ajudando a evitar o escape involuntário de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir, espirrar ou praticar exercícios físicos.

Esse método é bastante eficiente e minimamente invasivo, oferecendo alívio dos sintomas e melhora significativa na qualidade de vida.

A recuperação da cirurgia de sling é uma etapa fundamental para o sucesso do tratamento da incontinência urinária. Como médica ginecologista e uroginecologista especializada em procedimentos para o assoalho pélvico, a Dra. Maria Emília entende que cada fase pós-operatória gera dúvidas e ansiedades. A prioridade da profisisonal é oferecer todo o suporte e informação clara para que sua recuperação seja a mais tranquila e segura possível.

Para que serve a cirurgia de sling?

O principal objetivo da cirurgia de sling é corrigir a incontinência urinária de esforço. Essa condição ocorre quando os músculos e tecidos que sustentam a uretra e a bexiga estão enfraquecidos, resultando no vazamento involuntário de urina diante de esforços físicos.

Além disso, a cirurgia pode ser recomendada para mulheres que não obtiveram melhora com tratamentos conservadores, como fisioterapia do assoalho pélvico, medicamentos ou mudanças no estilo de vida.

Quando a cirurgia de sling é indicada?

A indicação da cirurgia ocorre após uma avaliação detalhada realizada pelo uroginecologista, médico ginecologista especialista em assoalho pélvico e cirurgia vaginal, levando em consideração:

  • Falha ou pouca resposta aos tratamentos não cirúrgicos;
  • Incontinência urinária de esforço moderada a grave;
  • Boa condição clínica para realização do procedimento;
  • Capacidade de esvaziamento adequado da bexiga.

O exame clínico e os exames complementares como a urodinâmica ajudam a definir se a cirurgia de sling é a melhor opção.

Saiba se a cirurgia de Sling é indicada para o seu caso! Agende uma avaliação!

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Como funciona a cirurgia de sling para incontinência urinária?

Durante o procedimento, uma pequena faixa de material sintético é posicionada sob a uretra para oferecer suporte adicional. Ela atua como um apoio que ajuda a manter a uretra fechada durante esforços, evitando o escape involuntário de urina.

A cirurgia pode ser realizada por via vaginal, com pequena incisão, e geralmente dura cerca de 60 minutos. O procedimento é feito com anestesia raquidiana ou geral, conforme avaliação médica.

Como é o pré e o pós-operatório?

Antes da cirurgia, a paciente passa por uma avaliação clínica completa, exames laboratoriais e orientações específicas sobre o procedimento e os cuidados.

No pós-operatório imediato, é comum que a paciente fique em observação por algumas horas e receba orientações para controlar a dor e evitar infecções. A recuperação da cirurgia de sling envolve, inicialmente, restrição de esforços físicos e cuidados com a higiene da região.

Como é a recuperação da cirurgia de sling?

A recuperação da cirurgia de sling envolve um período de adaptação e cuidados específicos para garantir a eficácia do procedimento e evitar complicações.

É necessário ficar internada após a cirurgia de sling?

O sling é um procedimento minimamente invasivo, e a alta hospitalar costuma ser rápida. A maioria das pacientes recebe alta em até 24 horas, desde que esteja com dor controlada e tenha conseguido urinar espontaneamente.

Conseguir urinar espontaneamente antes da alta é essencial. Nossa equipe fará essa avaliação com você.

A cirurgia de sling é dolorosa?

É perfeitamente normal sentir dor leve a moderada na região vaginal e um pequeno sangramento vaginal. Todos esses sintomas são controlados com medicações prescritas e melhoram significativamente nos primeiros dias. Vale lembrar que o repouso ajuda a aliviar os sintomas.

Como é a recuperação a longo prazo?

Nos primeiros dias, é recomendado evitar esforços físicos, relações sexuais e banhos de assento ou piscinas. A recuperação completa leva em torno de 90 a 120 dias, período em que a paciente deve seguir as orientações médicas rigorosamente.

Estudos mostram que 70 a 95% das mulheres apresentam cura dos sintomas de incontinência, retomando suas atividades normais com qualidade de vida, conforto e segurança. Por esse motivo, a cirurgia de sling é o tratamento padrão ouro (mais eficaz) para perda de urina aos esforços.

Dicas para uma recuperação bem-sucedida

Algumas atitudes são importantes para otimizar a recuperação da cirurgia de sling:

  • Repouso relativo: evite levantar peso (mais de 5kg), esforços físicos intensos e atividades domésticas pesadas por pelo menos 4 a 6 semanas;
  • Caminhadas leves: caminhar pela casa com moderação previne tromboses e ajuda na recuperação;
  • Hidratação: beba de 1,5 a 2 litros de água por dia;
  • Hábitos intestinais: evite constipação (prisão de ventre). Use a medicação prescrita para amolecer as fezes, se necessário, e não faça força excessiva para evacuar;
  • Relações sexuais devem ser evitadas por um período de 4 a 6 semanas, até a liberação médica em sua consulta de revisão;
  • Evite piscinas, mar e banheiras por pelo menos 3 semanas para prevenir infecções;
  • Mantenha uma alimentação saudável para favorecer a cicatrização.

A recuperação da cirurgia de sling exige cuidados e acompanhamento adequado. Com orientação correta e suporte médico, é possível retomar a rotina com qualidade de vida e segurança.

Possíveis complicações na recuperação da cirurgia de sling

Embora raras, complicações podem ocorrer durante a recuperação da cirurgia de sling. São elas:

  • Infecção local ou urinária (é raro ocorrer quando a técnica correta é utilizada);
  • Sangramento ou hematomas na região operada (incomum);
  • Dor persistente (incomum);
  • Dificuldade para urinar (se persistir por mais de 1 semana é recomendado baixar a faixa do sling ambulatorialmente);
  • Extrusão da tela do sling, principalmente em mulheres com atrofia genital não tratada.

É fundamental que a paciente busque um cirurgião que tenha especialização em uroginecologia, seja ele ginecologista ou urologista. Utilizar a técnica cirúrgica correta e ter expertise para manejar possíveis complicações são cuidados fundamental para um pós-operatório bem-sucedido.

Por que escolher um uroginecologista para seu procedimento?

A Uroginecologia é a subespecialidade médica que se dedica ao tratamento dos problemas do assoalho pélvico feminino, como a incontinência urinária. O uroginecologista é um médico que, após a residência médica de ginecologia, fez mais um ano de especialização em Uroginecologia.

Isso significa que, ao ser acompanhada por um uroginecologista, a paciente terá acesso a:

  • Expertise avançada;
  • Avaliação integral, diagnosticando e tratando não apenas a incontinência, mas também outras condições associadas (como prolapsos);
  • Manejo de possíveis complicações;
  • Recuperação guiada por uma visão especializada e focada integralmente na saúde uroginecológica.

Tranquilidade e segurança do pré ao pós-operatório

A jornada da paciente não termina na sala de cirurgia. Como uroginecologista, a Dra. Maria Emília de Barba está ao lado da paciente em toda a fase da recuperação da cirurgia de sling, garantindo que cada passo seja dado com a máxima segurança. A cirurgia de sling é altamente eficaz, e o cuidado pós-operatório dedicado é o que assegura seus melhores resultados.

Está considerando o procedimento ou já tem a cirurgia agendada? Agende uma consulta com a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba, que é uroginecologista e receba uma avaliação completa e individualizada para o tratamento da incontinência urinária.

 

Fontes:

Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetricia – Febrasgo

Associação Internacional de Uroginecologia – IUGA

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