Agende sua consultaFale conosco pelo WhatsApp

Ressecamento vaginal na menopausa: o que fazer?


Mulher de roupa íntima segurando placa de cara triste
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

31 outubro, 2025 |

| 6 min. de leitura

O ressecamento vaginal na menopausa é um sintoma comum, mas que tem tratamento.

A menopausa é um período natural na vida da mulher, marcado pela interrupção da menstruação e pela queda dos níveis hormonais, especialmente do estrogênio. Entre os sintomas mais frequentes, está o ressecamento vaginal na menopausa, que pode causar secura vaginal, dor durante a relação sexual, coceira e até mesmo infecções recorrentes. Embora seja um sintoma bastante comum, muitas mulheres sentem dificuldade em abordar o assunto, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

No entanto, ressecamento vaginal não é algo que deve ser aceito como “normal” da idade. Com acompanhamento médico especializado, é possível encontrar soluções seguras e eficazes para aliviar os sintomas e preservar a saúde íntima.

O que é o ressecamento vaginal na menopausa?

O ressecamento vaginal na menopausa é caracterizado pela diminuição da lubrificação natural e da elasticidade da mucosa da vagina. Essa alteração ocorre devido à queda dos níveis de estrogênio, hormônio responsável por manter a elasticidade e a hidratação dos tecidos vaginais. A mucosa passa a ficar mais fina, menos elástica e mais suscetível a irritações e fissuras, o que causa ardência e dor principalmente na relação sexual.

Esse sintoma é um dos principais sinais da síndrome geniturinária da menopausa, que engloba uma série de mudanças na região íntima decorrentes da deficiência hormonal.

Por que acontece o ressecamento vaginal na menopausa?

A principal causa é a diminuição do estrogênio, mas outros fatores podem intensificar o problema, como:

  • Uso de certos medicamentos (antidepressivos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos);
  • Tabagismo, que reduz a circulação sanguínea na região pélvica;
  • Estresse e ansiedade, que podem afetar a resposta sexual;
  • Histórico de cirurgias ginecológicas ou tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia.

Esses fatores reduzem a produção natural de lubrificação e prejudicam a saúde da mucosa vaginal, tornando o desconforto ainda mais evidente.

Sintomas do ressecamento vaginal na menopausa

Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Sensação de secura ou ardência íntima;
  • Coceira ou irritação na vulva;
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia);
  • Corrimento leve e recorrente;
  • Pequenos sangramentos após o contato sexual;
  • Infecções urinárias ou vaginais repetidas.

Esses sinais podem variar em intensidade e impactar diretamente a autoestima e a vida sexual da mulher.

Não sofra com ressecamento vaginal. Busque ajuda com quem entende!

Agende uma consulta

Como tratar o ressecamento vaginal na menopausa?

O tratamento do ressecamento vaginal na menopausa é individualizado e depende da intensidade dos sintomas e das condições de saúde da paciente. O objetivo principal é restaurar a lubrificação natural e devolver conforto às atividades do dia a dia.

Entre as opções de tratamento, estão:

  • Lubrificantes e hidratantes vaginais: aliviam o desconforto e melhoram a lubrificação temporariamente;
  • Terapias hormonais locais ou sistêmicas: reposição de estrogênio em doses controladas, com orientação médica;
  • Tratamentos regenerativos, como laser íntimo e ultrassom microfocado, que estimulam a produção de colágeno, aumentam a vascularização e melhoram a espessura da mucosa vaginal;
  • Mudanças de hábitos de vida: alimentação equilibrada, boa hidratação e prática de atividades físicas.

Essas abordagens podem ser associadas conforme a necessidade de cada mulher, sempre com acompanhamento especializado.

Qual o melhor lubrificante íntimo na menopausa?

Lubrificantes são indicados para uso pontual, principalmente durante a relação sexual. Os mais recomendados são aqueles à base de água ou silicone, hipoalergênicos e sem fragrâncias, pois reduzem o risco de irritação. O lubrificante à base de silicone costuma ter efeito mais duradouro, mas a escolha deve ser orientada pelo médico de acordo com a necessidade individual.

Qual a melhor pomada para ressecamento vaginal?

Pomadas com estrogênio tópico são bastante eficazes, já que atuam diretamente na mucosa vaginal, restaurando sua espessura e lubrificação. Para mulheres que não podem usar hormônio, como as que já tiveram câncer de mama, existem opções sem estrogênio, com ativos hidratantes de ácido hialurônico. O ideal é que a escolha seja feita com orientação de um ginecologista, levando em conta o histórico de saúde da paciente.

Como tratar a vulva ressecada?

O ressecamento da vulva pode ser tratado com óleos e hidratantes específicos para a região íntima, que ajudam a manter a umidade da pele. Além disso, terapias regenerativas, como o laser vaginal e bioestimulador de colágeno melhoram a vascularização e estimulam a produção de colágeno, devolvendo conforto e elasticidade à pele da vulva.

Existem formas de prevenir o ressecamento vaginal?

Embora o ressecamento vaginal seja muito comum, algumas medidas podem ajudar a preveni-lo ou reduzir sua intensidade:

  • Manter hábitos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada e prática de atividade física;
  • Evitar o cigarro, que compromete a circulação e a produção hormonal;
  • Realizar laser CO2 fracionado anualmente;
  • Use calcinhas de algodão;
  • Prefira sabonetes íntimos suaves e neutros.

Trtamento e prevenção do ressecamento vaginal com a Dra. Maria Emília de Barba!

Agende uma consulta

Outras mudanças na região íntima durante a menopausa

Além do ressecamento vaginal na menopausa, outras alterações podem ocorrer, como:

  • Coceira ou ardência vaginal;
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia);
  • Infecções urinárias recorrentes;
  • Perda de elasticidade e afinamento da mucosa vaginal;
  • Alterações no pH vaginal, favorecendo infecções fúngicas ou bacterianas.

Essas mudanças podem impactar diretamente o bem-estar físico e emocional da mulher, reforçando a importância de buscar tratamento adequado.

Como cuidar da saúde íntima durante a menopausa?

Cuidar da saúde íntima é essencial para manter qualidade de vida e autoestima. Algumas medidas simples fazem diferença:

  • Usar roupas íntimas de algodão confortáveis e respiráveis, que permitem melhor ventilação;
  • Evitar sabonetes agressivos ou duchas vaginais, que podem desequilibrar a flora natural;
  • Priorizar a hidratação do corpo como um todo, bebendo água regularmente e hidratar a região íntima;
  • Conversar abertamente com o ginecologista sobre sintomas e opções de tratamento.

Esses cuidados simples podem melhorar o conforto e reduzir o risco de complicações.

Qual médica trata o ressecamento vaginal na menopausa?

O tratamento do ressecamento vaginal na menopausa deve ser realizado por uma ginecologista, profissional capacitada para avaliar os sintomas, investigar as causas e indicar o tratamento mais adequado. A Dra. Maria Emília Ferreira De Barba é ginecologista especialista em uroginecologia, patologia do trato genital inferior, colposcopia, endoscopia ginecológica e ginecologia regenerativa, com ampla experiência no cuidado de mulheres em todas as fases da vida, incluindo a menopausa e oferece tratamentos personalizados e seguros para o ressecamento vaginal e outras condições da menopausa.

Agende sua consulta com a Dra. Maria Emília Ferreira de Barba e receba um atendimento acolhedor, científico e especializado para tratar o ressecamento vaginal na menopausa com segurança e cuidado.

 

Fonte:

Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Abgref

Abcgin

Quero que você se sinta confortável.

QUERO MARCAR UMA CONSULTA