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Riscos do HPV 16


Medicamentos ao redor de papel escrito ''HPV''
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

25 fevereiro, 2026 |

| 5 min. de leitura

O HPV 16 é o tipo de papilomavírus humano que apresenta o maior potencial de causar lesões graves no colo do útero — por isso, entender seus riscos e a conduta correta é fundamental

Entre todos os tipos de HPV, o HPV 16 é o que mais preocupa especialistas e pacientes. Isso porque ele é altamente prevalente, possui grande capacidade de persistência e está diretamente associado à maioria dos casos de câncer de colo do útero no mundo.

Importante: ter HPV 16 não significa que você terá câncer, significa que precisa de acompanhamento adequado.

O que é o HPV 16?

O HPV (Papilomavírus Humano) possui mais de 200 subtipos. Destes, 14 são classificados como de alto risco oncogênico, e o HPV 16 é o mais agressivo entre eles. Isso significa que ele tem um potencial maior de causar alterações nas células do colo do útero, orofaringe e canal anal que, se não identificadas e tratadas a tempo, podem evoluir para o câncer.

Ele está diretamente relacionado à maioria dos casos de câncer do colo do útero no mundo e apresenta maior chance de:

  • Persistência da infecção;
  • Progressão para lesões de alto grau;
  • Evolução para câncer quando não tratado.

Ele se destaca dos demais por ser o mais prevalente e com a maior capacidade de persistência no organismo. Estudos mostram que o HPV 16 é responsável por cerca de 60% de todos os cânceres de colo do útero no mundo, um número significativamente maior do que qualquer outro tipo viral. É por isso que ele exige atenção redobrada e uma avaliação criteriosa.

O que o HPV pode causar?

O HPV pode provocar diferentes alterações no trato genital inferior, dependendo do subtipo e da resposta imunológica da mulher. Em geral, pode causar:

  • Infecção transitória e sem sintomas;
  • Lesões de baixo grau (NIC1): Alterações leves nas células do colo do útero, que podem regredir sozinhas.
  • Lesões de alto grau (NIC2 e NIC3): São consideradas precursoras do câncer. É nelas que a atenção deve ser máxima, pois representam um sinal de alerta que requer tratamento;
  • Alterações no pênis, vagina, vulva, orofaringe ou ânus;
  • Em casos persistentes e sem tratamento, câncer, como o câncer do colo do útero.

Entretanto, cada tipo de HPV tem um comportamento diferente. Enquanto tipos de baixo risco podem causar verrugas, os tipos de alto risco, principalmente o HPV 16, têm maior chance de gerar lesões pré-cancerosas.

A maioria das infecções regride sozinha. O risco aumenta quando há persistência viral por anos sem acompanhamento.

Por que o HPV 16 é considerado o mais perigoso?

A classificação “alto risco” se refere ao potencial de causar câncer. E entre todos os tipos de HPV, o HPV 16 tem a maior taxa de progressão.

A diferença crucial do HPV 16 é a sua alta taxa de progressão. Enquanto outros tipos de alto risco podem levar mais tempo ou ter menor chance de evoluir, 75% das mulheres com HPV 16 persistente por 9 anos terão lesões de alto grau (NIC3+), o maior risco entre todos os genótipos.

Entre todos os genótipos:

  • O HPV 16 é o mais associado a NIC 3+;
  • Possui maior taxa de progressão ao longo dos anos;
  • Está presente na maioria dos casos de câncer cervical.

Esse comportamento explica por que a mulher que testa positivo para HPV 16 requer avaliação imediata por colposcopia e acompanhamento especializado.

O que fazer quando tem HPV 16?

Receber esse resultado positivo para HPV 16 pode gerar medo, mas a conduta correta muda completamente o prognóstico:

  1. Realizar colposcopia com título de especialista em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia: a colposcopia avalia se o HPV 16 já causou alguma lesão no colo do útero.
  2. Se houver lesão, tratar a lesão: o HPV 16 não recebe tratamento direto. O manejo é feito tratando-se a lesão identificada.
  3. Manter seguimento periódico: mesmo que não haja lesão, a vigilância contínua é essencial, pois o HPV 16 tem maior chance de persistir e causar uma lesão.

A Dra. Maria Emília Ferreira De Barba realiza na consulta:

  • Avaliação clínica detalhada;
  • Colposcopia minuciosa;
  • Orientação individualizada;
  • Definição de plano de acompanhamento seguro.

Quais os riscos do HPV 16?

O risco mais importante associado ao HPV 16 é a chance aumentada de progressão para lesões de alto grau (NIC2 ou NIC3), que são precursoras diretas do câncer invasivo.

Dados mostram que:

  • O HPV 16 tem risco de progressão maior que todos os outros genótipos carcinogênicos;
  • Genótipos “relacionados ao 16” (como 33, 31, 52, 58 e 35) também apresentam risco elevado, mas nenhum se aproxima do impacto do HPV 16.

Assim, embora muitas infecções regridam espontaneamente, o HPV 16 exige atenção redobrada.

O HPV pode causar câncer?

Sim,o HPV de alto risco pode causar câncer do colo do útero, canal anal, orofaringe, ânus, vulva, vagina e pênis, e o HPV 16 é o principal responsável.

No entanto, isso só ocorre quando:

  • A infecção persiste por anos;
  • Não há acompanhamento adequado;
  • Lesões precursoras não são identificadas ou tratadas.

Quando há:

  • Rastreamento regular;
  • Colposcopia adequada;
  • Tratamento precoce das lesões.

O risco de evolução para câncer é drasticamente reduzido.

Opções de tratamento para o HPV 16

Aqui está um ponto essencial: não existe tratamento para o HPV 16 em si.

O que se trata são as lesões que o vírus pode causar. Por isso:

  • Se a colposcopia detectar NIC2 ou NIC3, a conduta pode incluir cirurgia de alta frequência ou outra abordagem recomendada;
  • Se não houver lesão, a conduta é acompanhamento e reforço da imunidade para auxiliar o organismo a eliminar o vírus.

Prevenção contra o HPV 16

  • Vacina nonavalente contra HPV — A vacina é extremamente eficaz e segura. Ela protege contra os tipos de maior risco e contra outros tipos que causam verrugas genitais. É a principal ferramenta de prevenção primária.
  • Uso de preservativos: O uso da camisinha em todas as relações sexuais reduz em 60% o risco de contágio.
  • Rastreamento regular, com Papanicolau, testes de HPV e colposcopia quando indicado;
  • Abandono do tabagismo, que reduz a imunidade local e favorece a persistência do vírus;
  • Acompanhamento contínuo com especialista.
  • Suplementação com vitaminas: estudos mostram que pessoas com níveis séricos adequados de algumas vitaminas, como ácido fólico tem menos risco de persistência do vírus HPV. A Dra Maria Emilia desenvolveu o multivitamínico Immuna + com as concentrações de vitaminas recomendadas.

Se você recebeu um diagnóstico de HPV 16 ou deseja uma avaliação completa com colposcopia, procure a Dra. Maria Emília Ferreira De Barba. Com formação especializada em HPV e patologia do trato genital inferior, ela oferece acompanhamento preciso, seguro e baseado em evidências, garantindo que cada paciente receba a conduta adequada para seu caso.

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Fontes:

Febrasgo

Abptgic

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