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PRP para atrofia vaginal funciona?


Ginecologista realiza procedimento de PRP para atrofia vaginal em paciente deitada na maca ginecológica, com as pernas apoiadas, enquanto conduz o tratamento na região íntima.
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

19 julho, 2026 |

| 7 min. de leitura

O PRP para atrofia vaginal utiliza fatores de crescimento obtidos do próprio sangue da paciente para estimular a regeneração tecidual, a melhora da lubrificação e a qualidade da mucosa íntima

Ressecamento vaginal, ardência, dor durante as relações sexuais e desconforto íntimo são sintomas frequentes, principalmente após a menopausa. Isso é causado pela atrofia vaginal, em que ocorre redução da espessura, elasticidade e lubrificação da mucosa vaginal.

Nos últimos anos, terapias regenerativas passaram a ser utilizadas como complemento aos tratamentos convencionais. Entre elas, o plasma rico em plaquetas (PRP) vem ganhando destaque por utilizar componentes do próprio sangue da paciente para estimular a reparação tecidual, a produção de colágeno e a melhora da qualidade da mucosa vaginal.

O tratamento com PRP para atrofia vaginal pode ser associado a outras abordagens, como laser íntimo e ácido hialurônico, conforme avaliação ginecológica individualizada. Saiba mais a seguir.

Sou a Dra. Maria Emília Ferreira de Barba, ginecologista em São José dos Campos, com atuação em uroginecologia, patologia do trato genital inferior, colposcopia, endoscopia ginecológica e ginecologia regenerativa.

O que é o PRP (plasma rico em plaquetas) e para que ele serve?

O procedimento começa com uma coleta de sangue da própria paciente. Depois da centrifugação, obtém-se uma fração com maior concentração de plaquetas e fatores de crescimento.

Essas substâncias participam dos mecanismos naturais de reparação dos tecidos. Por isso, o PRP tem sido estudado com o objetivo de estimular:

  • Regeneração tecidual;
  • Produção de colágeno;
  • Formação de pequenos vasos sanguíneos;
  • Melhora da elasticidade;
  • Recuperação da qualidade da mucosa.

Após preparo adequado, esse material é aplicado na região a ser tratada com o objetivo de favorecer a reparação celular e a melhora funcional dos tecidos. Na ginecologia regenerativa, o PRP pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de alterações relacionadas ao envelhecimento íntimo, ressecamento vaginal, atrofia da mucosa e líquen vulvar.

O que é atrofia vaginal?

A atrofia vaginal é causada principalmente pela redução dos níveis de estrogênio, o que ocorre na menopausa e no climatério ou por outras situações, como radioterapia pélvica.

Essa alteração pode deixar os tecidos da vulva e da vagina mais finos, ressecados, sensíveis e menos elásticos.

Os principais sintomas são:

  • Ressecamento vaginal;
  • Ardência ou irritação;
  • Dor durante as relações;
  • Fissuras;
  • Pequenos sangramentos;
  • Urgência urinária;
  • Ardência para urinar;
  • Infecções urinárias recorrentes.

Nem todo ressecamento é causado apenas pela menopausa. Líquen escleroso, líquen plano, infecções, dermatites e alterações do assoalho pélvico também podem causar sintomas semelhantes.

O plasma rico em plaquetas é indicado para atrofia vaginal?

Sim. O PRP pode ser indicado como terapia complementar em pacientes com sintomas associados à atrofia vaginal. O tratamento busca melhorar a qualidade da mucosa íntima por meio do estímulo regenerativo promovido pelos fatores de crescimento presentes nas plaquetas.

Entre os benefícios observados em pacientes selecionadas estão:

  • Melhora da hidratação vaginal;
  • Redução do ressecamento;
  • Aumento da elasticidade da mucosa;
  • Melhora do desconforto íntimo;
  • Auxílio na recuperação da qualidade tecidual;
  • Estímulo à regeneração local.

Os estudos disponíveis relatam possíveis melhoras no ressecamento, no desconforto íntimo, na dor durante as relações e na qualidade da mucosa vaginal.

PRP (plasma rico em plaquetas) para atrofia vaginal: como funciona o tratamento?

O procedimento é realizado em consultório e envolve etapas simples, utilizando o sangue da própria paciente. São elas:

Coleta

Inicialmente, é realizada uma pequena coleta de sangue venoso, semelhante a um exame laboratorial convencional.

Centrifugação

Após a coleta, o sangue é colocado em centrífuga para separação dos componentes sanguíneos. Esse processo permite concentrar as plaquetas e os fatores de crescimento que serão utilizados no tratamento. Em muitas clínicas, o protocolo costuma envolver uma sessão de PRP e duas sessões de PRF (fibrina rica em plaquetas), realizadas separadamente.

A Dra. Maria Emília F. de Barba utiliza um protocolo diferenciado de ativação rápida, associando PRP e PRF na mesma sessão. Com isso, o procedimento oferece um estímulo regenerativo mais amplo em uma única aplicação, funcionando como duas abordagens integradas em um mesmo tratamento.

Além disso, também é realizada a associação com ácido hialurônico, substância que auxilia na hidratação dos tecidos, melhora da elasticidade e suporte ao processo regenerativo da mucosa vaginal. Dependendo da avaliação clínica, o tratamento ainda pode ser combinado ao laser íntimo.

Aplicação

Após o preparo do material, o PRP é aplicado na região vaginal e vulvar com auxílio de pequenas agulhas. O objetivo é estimular a regeneração tecidual, a vascularização local e a produção de colágeno, favorecendo uma melhora progressiva da qualidade da mucosa íntima.

O PRP vai ajudar você a recuperar o conforto e a qualidade da sua vida íntima.

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Cuidados pós-tratamento com PRP para atrofia vaginal

Após o procedimento, normalmente são recomendados cuidados simples para favorecer a recuperação adequada da região tratada. Entre as orientações mais comuns estão:

  • Evitar relações sexuais por alguns dias;
  • Não utilizar produtos irritativos na região íntima;
  • Manter boa hidratação local;
  • Seguir corretamente as orientações médicas;
  • Evitar atritos excessivos nos primeiros dias.

A recuperação após o PRP para atrofia vaginal costuma ser rápida, e a maioria das pacientes retorna às atividades habituais em pouco tempo.

Em quanto tempo o PRP faz efeito e quanto tempo duram os benefícios?

Os efeitos do PRP para atrofia vaginal costumam ocorrer de maneira gradual.

A melhora após a aplicação de PRP para atrofia vaginal já começa a aparecer após 2 a 4 semanas, enquanto os efeitos regenerativos relacionados à produção de colágeno e reorganização tecidual evoluem progressivamente nos próximos 6 meses e possuem duração de efeito de 12 meses, podendo variar conforme fatores individuais e o protocolo utilizado.

Dependendo do caso, podem ser indicadas sessões de manutenção periódicas.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia individualmente. De forma geral, fazemos 3 sessões para um melhor resultado.

O PRP é considerado seguro?

Sim. Quando realizado por profissional capacitado e com protocolos adequados, o PRP para atrofia vaginal é considerado um procedimento seguro com baixo risco de complicações.

Como o tratamento utiliza componentes do próprio sangue da paciente, não há risco de rejeição. Os cuidados necessários costumam ser básicos e relacionados principalmente à higiene local e ao seguimento correto das orientações médicas após o procedimento.

Eventualmente, podem ocorrer efeitos leves e transitórios, como sensibilidade local, discreto inchaço ou pequenos hematomas na área aplicada.

A segurança depende da técnica correta, do controle sanitário, da esterilidade e da qualificação do profissional.

O PRP dói?

Como o procedimento de aplicação de PRP para atrofia vaginal é realizado com aplicação por agulhas, pode haver um leve desconforto durante o tratamento.

Ainda assim, o procedimento é considerado tolerável e é realizado em consultório. Além disso, são utilizados recursos para aumentar o conforto da paciente durante a sessão, como o uso de cremes anestésicos.

O PRP estimula colágeno?

Sim. Um dos principais objetivos do PRP para atrofia vaginal é estimular processos regenerativos locais, incluindo produção de colágeno e liberação de fatores de crescimento.

Esses estímulos contribuem para a melhora da qualidade da mucosa vaginal, a elasticidade tecidual e a recuperação da hidratação local. Além disso, os fatores de crescimento presentes nas plaquetas auxiliam na reparação celular e na renovação dos tecidos da região íntima.

Onde realizar PRP para atrofia vaginal?

O PRP para atrofia vaginal deve ser realizado em clínica especializada, com um ginecologista especializado na técnica e a definição adequada do protocolo terapêutico.

A Dra. Maria Emília F. de Barba é ginecologista com atuação em ginecologia regenerativa, realizando tratamentos voltados à melhora da qualidade da mucosa vaginal, ressecamento íntimo e sintomas associados à atrofia vaginal.

Antes do procedimento, é feita uma avaliação das queixas, das condições hormonais e das características clínicas da paciente para a definição da melhor abordagem terapêutica. Dependendo do caso, o tratamento pode envolver associação entre PRP, PRF, ácido hialurônico e laser íntimo, entre outros tratamentos, buscando potencializar os estímulos regenerativos da região vaginal.

O acompanhamento médico também é importante para monitorar a evolução clínica e orientar os cuidados necessários após o procedimento.

Para saber se esse tratamento está indicado para o seu caso ou para realizar o PRP para atrofia vaginal, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Emília F. de Barba.

Realize o Tratamento com quem entende do assunto: Dra. Maria Emília!

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Revisão e autoria médica

Dra. Maria Emília Ferreira de Barba
Ginecologista — CRM-SP 172052 | RQE 77192
São José dos Campos – SP

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