O PRP para atrofia vaginal utiliza fatores de crescimento obtidos do próprio sangue da paciente para estimular a regeneração tecidual, a melhora da lubrificação e a qualidade da mucosa íntima
Ressecamento vaginal, ardência, dor durante as relações sexuais e desconforto íntimo são sintomas frequentes, principalmente após a menopausa. Isso é causado pela atrofia vaginal, em que ocorre redução da espessura, elasticidade e lubrificação da mucosa vaginal.
Nos últimos anos, terapias regenerativas passaram a ser utilizadas como complemento aos tratamentos convencionais. Entre elas, o plasma rico em plaquetas (PRP) vem ganhando destaque por utilizar componentes do próprio sangue da paciente para estimular a reparação tecidual, a produção de colágeno e a melhora da qualidade da mucosa vaginal.
O tratamento com PRP para atrofia vaginal pode ser associado a outras abordagens, como laser íntimo e ácido hialurônico, conforme avaliação ginecológica individualizada. Saiba mais a seguir.
Sou a Dra. Maria Emília Ferreira de Barba, ginecologista em São José dos Campos, com atuação em uroginecologia, patologia do trato genital inferior, colposcopia, endoscopia ginecológica e ginecologia regenerativa.
O que é o PRP (plasma rico em plaquetas) e para que ele serve?
O procedimento começa com uma coleta de sangue da própria paciente. Depois da centrifugação, obtém-se uma fração com maior concentração de plaquetas e fatores de crescimento.
Essas substâncias participam dos mecanismos naturais de reparação dos tecidos. Por isso, o PRP tem sido estudado com o objetivo de estimular:
- Regeneração tecidual;
- Produção de colágeno;
- Formação de pequenos vasos sanguíneos;
- Melhora da elasticidade;
- Recuperação da qualidade da mucosa.
Após preparo adequado, esse material é aplicado na região a ser tratada com o objetivo de favorecer a reparação celular e a melhora funcional dos tecidos. Na ginecologia regenerativa, o PRP pode ser utilizado para auxiliar no tratamento de alterações relacionadas ao envelhecimento íntimo, ressecamento vaginal, atrofia da mucosa e líquen vulvar.
O que é atrofia vaginal?
A atrofia vaginal é causada principalmente pela redução dos níveis de estrogênio, o que ocorre na menopausa e no climatério ou por outras situações, como radioterapia pélvica.
Essa alteração pode deixar os tecidos da vulva e da vagina mais finos, ressecados, sensíveis e menos elásticos.
Os principais sintomas são:
- Ressecamento vaginal;
- Ardência ou irritação;
- Dor durante as relações;
- Fissuras;
- Pequenos sangramentos;
- Urgência urinária;
- Ardência para urinar;
- Infecções urinárias recorrentes.
Nem todo ressecamento é causado apenas pela menopausa. Líquen escleroso, líquen plano, infecções, dermatites e alterações do assoalho pélvico também podem causar sintomas semelhantes.
O plasma rico em plaquetas é indicado para atrofia vaginal?
Sim. O PRP pode ser indicado como terapia complementar em pacientes com sintomas associados à atrofia vaginal. O tratamento busca melhorar a qualidade da mucosa íntima por meio do estímulo regenerativo promovido pelos fatores de crescimento presentes nas plaquetas.
Entre os benefícios observados em pacientes selecionadas estão:
- Melhora da hidratação vaginal;
- Redução do ressecamento;
- Aumento da elasticidade da mucosa;
- Melhora do desconforto íntimo;
- Auxílio na recuperação da qualidade tecidual;
- Estímulo à regeneração local.
Os estudos disponíveis relatam possíveis melhoras no ressecamento, no desconforto íntimo, na dor durante as relações e na qualidade da mucosa vaginal.
PRP (plasma rico em plaquetas) para atrofia vaginal: como funciona o tratamento?
O procedimento é realizado em consultório e envolve etapas simples, utilizando o sangue da própria paciente. São elas:
Coleta
Inicialmente, é realizada uma pequena coleta de sangue venoso, semelhante a um exame laboratorial convencional.
Centrifugação
Após a coleta, o sangue é colocado em centrífuga para separação dos componentes sanguíneos. Esse processo permite concentrar as plaquetas e os fatores de crescimento que serão utilizados no tratamento. Em muitas clínicas, o protocolo costuma envolver uma sessão de PRP e duas sessões de PRF (fibrina rica em plaquetas), realizadas separadamente.
A Dra. Maria Emília F. de Barba utiliza um protocolo diferenciado de ativação rápida, associando PRP e PRF na mesma sessão. Com isso, o procedimento oferece um estímulo regenerativo mais amplo em uma única aplicação, funcionando como duas abordagens integradas em um mesmo tratamento.
Além disso, também é realizada a associação com ácido hialurônico, substância que auxilia na hidratação dos tecidos, melhora da elasticidade e suporte ao processo regenerativo da mucosa vaginal. Dependendo da avaliação clínica, o tratamento ainda pode ser combinado ao laser íntimo.
Aplicação
Após o preparo do material, o PRP é aplicado na região vaginal e vulvar com auxílio de pequenas agulhas. O objetivo é estimular a regeneração tecidual, a vascularização local e a produção de colágeno, favorecendo uma melhora progressiva da qualidade da mucosa íntima.
O PRP vai ajudar você a recuperar o conforto e a qualidade da sua vida íntima.
Cuidados pós-tratamento com PRP para atrofia vaginal
Após o procedimento, normalmente são recomendados cuidados simples para favorecer a recuperação adequada da região tratada. Entre as orientações mais comuns estão:
- Evitar relações sexuais por alguns dias;
- Não utilizar produtos irritativos na região íntima;
- Manter boa hidratação local;
- Seguir corretamente as orientações médicas;
- Evitar atritos excessivos nos primeiros dias.
A recuperação após o PRP para atrofia vaginal costuma ser rápida, e a maioria das pacientes retorna às atividades habituais em pouco tempo.
Em quanto tempo o PRP faz efeito e quanto tempo duram os benefícios?
Os efeitos do PRP para atrofia vaginal costumam ocorrer de maneira gradual.
A melhora após a aplicação de PRP para atrofia vaginal já começa a aparecer após 2 a 4 semanas, enquanto os efeitos regenerativos relacionados à produção de colágeno e reorganização tecidual evoluem progressivamente nos próximos 6 meses e possuem duração de efeito de 12 meses, podendo variar conforme fatores individuais e o protocolo utilizado.
Dependendo do caso, podem ser indicadas sessões de manutenção periódicas.
Quantas sessões são necessárias?
O número de sessões varia individualmente. De forma geral, fazemos 3 sessões para um melhor resultado.
O PRP é considerado seguro?
Sim. Quando realizado por profissional capacitado e com protocolos adequados, o PRP para atrofia vaginal é considerado um procedimento seguro com baixo risco de complicações.
Como o tratamento utiliza componentes do próprio sangue da paciente, não há risco de rejeição. Os cuidados necessários costumam ser básicos e relacionados principalmente à higiene local e ao seguimento correto das orientações médicas após o procedimento.
Eventualmente, podem ocorrer efeitos leves e transitórios, como sensibilidade local, discreto inchaço ou pequenos hematomas na área aplicada.
A segurança depende da técnica correta, do controle sanitário, da esterilidade e da qualificação do profissional.
O PRP dói?
Como o procedimento de aplicação de PRP para atrofia vaginal é realizado com aplicação por agulhas, pode haver um leve desconforto durante o tratamento.
Ainda assim, o procedimento é considerado tolerável e é realizado em consultório. Além disso, são utilizados recursos para aumentar o conforto da paciente durante a sessão, como o uso de cremes anestésicos.
O PRP estimula colágeno?
Sim. Um dos principais objetivos do PRP para atrofia vaginal é estimular processos regenerativos locais, incluindo produção de colágeno e liberação de fatores de crescimento.
Esses estímulos contribuem para a melhora da qualidade da mucosa vaginal, a elasticidade tecidual e a recuperação da hidratação local. Além disso, os fatores de crescimento presentes nas plaquetas auxiliam na reparação celular e na renovação dos tecidos da região íntima.
Onde realizar PRP para atrofia vaginal?
O PRP para atrofia vaginal deve ser realizado em clínica especializada, com um ginecologista especializado na técnica e a definição adequada do protocolo terapêutico.
A Dra. Maria Emília F. de Barba é ginecologista com atuação em ginecologia regenerativa, realizando tratamentos voltados à melhora da qualidade da mucosa vaginal, ressecamento íntimo e sintomas associados à atrofia vaginal.
Antes do procedimento, é feita uma avaliação das queixas, das condições hormonais e das características clínicas da paciente para a definição da melhor abordagem terapêutica. Dependendo do caso, o tratamento pode envolver associação entre PRP, PRF, ácido hialurônico e laser íntimo, entre outros tratamentos, buscando potencializar os estímulos regenerativos da região vaginal.
O acompanhamento médico também é importante para monitorar a evolução clínica e orientar os cuidados necessários após o procedimento.
Para saber se esse tratamento está indicado para o seu caso ou para realizar o PRP para atrofia vaginal, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Maria Emília F. de Barba.
Realize o Tratamento com quem entende do assunto: Dra. Maria Emília!
Revisão e autoria médica
Dra. Maria Emília Ferreira de Barba
Ginecologista — CRM-SP 172052 | RQE 77192
São José dos Campos – SP



